Primavera Sound: The Cure e Bad Religion de longe os destaques da 2ª noite

O segundo e último dia do Primavera Sound em São Paulo, domingo, dia 3, ficou marcado pelo fim de uma espera e promessa de quase 1 ano. O motivo, o show da banda The Cure, que já vinha sendo prometido desde o final de 2022. Além disso, o punk californiano do Bad Religion, que levou para o palco uma viagem em 40 anos de história do Punk californiano.  

Então, vamos a um resumo de como foram os shows:

Bad Religion

O palco Barcelona do Primavera Sound recebeu a banda californiana, Bad Religion. Principal expoente do punk rock dos anos 80 e 90, Greg Graffin e companhia não decepcionaram. Apesar de show tipicamente planejado, reto, mas acima de tudo profissional a banda matou a saudade dos fãs em busca de uma boa roda de punk, com músicas como, “Do What You Want”, “Fuck…Armagedon This Is Hell”, “Punk Rock Song”, “Generator” e “We`re Only Gonna Die”, alguns até arriscando Moshes. 

Uma curiosidade, o Bad Religion só incluiu duas músicas do álbum, “Stranged Than Fiction”, lançado em 1994, foram as músicas, “Infected” e “21 st Century Digital Boy”, que aliás foi cantada em coro pelo público do Primavera Sound. No vídeo é percíptivel o rosto alegre e até emocionado de Greg Graffin em ver e ouvir a galera cantando.

A banda emendava uma canção com a outra, a exemplo de “The Defense”, “Wrong Way Kid” e “Los Angeles Is Burning”, mas sempre interagindo com o público. Em uma destas interações Greg falou: “Essa é bem antiga”, e banda mandou ver “No Control”. 

O Bad Religion encerrou com sua música mais conhecida do público em geral, “American Jesus”, a canção do álbum “Recipe For Hate”, tinha um dos videoclipes mais exibidos no auge da MTV no começo dos anos 90. No encerramento Greg Graffin falou, “Nos vemos no show do The Cure”. Veja:

The Cure.

Uma apresentação com 2h30 de duração, nada mal para quem gosta da banda The Cure. O tempo longo tem uma explicação, 40 anos de estrada e dezenas de hits. 

Robert Smith subiu ao palco empolgado, com a tradicional roupa preta, com bandeira do Brasil, batom borrado e os cabelos já brancos, arrepiados, esvoaçante. 

O show, ficou variando entre a introspectiva fase gótica da banda, em canções como por exemplo, “Lovesong” e “And Nothing Forever” e obviamente a vibe dançante de “Between In Days”, cantada em coro, “Close To Me”, chegando muito próximo do público, e “Friday, I´m In Love”. Entre um clássico e outro a banda The Cure, inseriu uma canção, “Songs Of A Lost World” que estará no novo disco. 

Para quem gosta de ouvir as músicas ao vivo de acordo como está no disco, The Cure não decepciona, a exemplo de “Just Like Heaven”, tocada, com pouquissima diferença igual quando ela foi lançada em 1987. Por outro lado, a canção “Alone” os fãs demoram um pouco para reconhecer.

“Pictures Of You”, “High”, e a pesada “A Night Like This”, refletiram a qualidade musical de Robert Smith e The Cure, principalmente ao vivo. A banda The Cure sabe muito bem trabalhar esse “time” em shows, uma música para levantar a galera como, “Just Like Heaven”, e depois uma baixada de bola para os fãs sentirem o clima, a exemplo de “A Forest” e “At Night” e “Play For Today”. 

A noite fechou com “Boys Don´t Cry” talvez não para fazer os fãs chorarem, mas se sentirem privilegiados por verem a banda The Cure em ótima fase. 

 

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