Nathã Mariani, cover oficial de Renato Russo fala sobre carreira e shows pelo Brasil

Nathã Mariani, artista catarinense considerado o cover oficial de Renato Russo, tem levado seu show de homenagem à Legião Urbana por diversas cidades do Brasil.

Por Sandro Abecassis

O artista catarinense, Nathã Mariani, considerado o cover oficial de Renato Russo, vocalista da Legião Urbana, tem rodado pelo Brasil com o show que homenageia a banda dos anos 80 e 90. 

Nathã já tem agenda para Cidades de Santa Catarina, Mato grosso, Rio Grande do sul, Paraná, e Manaus, capital do Amazonas, show que aconteceu no último sábado, 22 de abril no bar Condado. 

Em entrevista exclusiva para a Nave Criativa, Nathã conta como iniciou sua história com a música, “Com 15 anos eu comprei minha primeira guitarra, e sempre fui aprofundando, aprendendo. Na época eu gostava muito de Nirvana e Raimundos que estava bem alta”. Conta. 

O começo

Nathã Mariani. Divulgação.

Com o timbre de voz semelhante a Renato Russo, nas rodas de música e amigos, Nathã tocava também os clássicos da Legião Urbana, e foi quando surgiu a ideia de montar um projeto cover da banda de Renato, Dado e Bonfá. “Sempre quando eu tocava Legião o pessoal gostava demais, daí me deram a ideia de fazer um projeto para ir mais frente”. Diz.

A partir de então, o músico montou uma banda para tocar covers com o foco de ser o mais próximo do que a banda representava, com roupas semelhantes a que Renato Russo usava, além de óculos, barba e instrumentos. O projeto tem 14 anos e está com agenda cheia até dezembro de 2023. 

Nathã Mariani vive do Projeto Cover da Legião Urbana, no entanto, o músico dedica também o seu talento para composições próprias. “Eu tenho quatro músicas, uma que está no Youtube se chama, “Duas horas”, e já conta com 12 mil views. Além disso, tem mais uma que só falta gravar um trecho de voz, e mais duas que ainda vamos gravar”.

Ouça, “Duas Horas”, com Nathã Mariani:

Incentivo aos músicos

Com relação ao incentivo aos artistas, o músico de Blumenau, Santa Catarina, acredita que deveria ter mais festivais de rock no estado para fortalecer o cenário. “Eu acho que tem pouco incentivo, principalmente para música autoral, poucos festivais incluindo o rock e pop rock, mas a gente batalhando chega lá”. 

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Nathã Mariani, cresceu ouvindo a geração dos anos 80, como Legião, Engenheiros e Titãs, em uma época que o rádio, jornais, revistas e TV eram os principais e únicos meios para divulgação e comunicação.

Era um período que produtores descobriam bandas, e gravar um CD tinha um custo muito alto de produção. Mas o músico diz que apesar disso nessa época era mais fácil chegar nas pessoas.

“Naquela época era mais fácil, hoje em dia é mais difícil, e mais difícil porque é muita coisa. Naquela época era só aquilo, a rádio, aí você ligava, pedia a música, insistia. Hoje em dia é muita coisa, as pessoas acham que não, mas tem muitos canais e mídias”. 

Nathã Mariani. Divulgação

O músico lembrou que as produções antigas o artista primava pela qualidade musical, e a produção de um álbum tinha um conceito e conteúdo, “Hoje em dia você pega um trabalho de um artista e não consegue ouvir duas músicas. Por exemplo, um álbum da Legião Urbana, a gente consegue ouvir tudo. O músico hoje vai e coloca no Spotify, acabou aquela coisa do CD, da nostalgia e magia do Vinil”. Conforme conta. 

No entanto, Nathã ressalta que atualmente é mais fácil para uma produção de qualidade sonora e visual. “Hoje é mais fácil pela resolução de câmeras, computadores e celulares bem avançados”. Finaliza.

Show em Manaus

No último sábado, 22 de abril, coincidentemente a data de descobrimento do Brasil, e título de um dos nomes de um disco da Legião Urbana, Nathã fez um show em Manaus, no Condado Bar, junto com a banda Highway do Hawaii, que tocou clássicos dos Engenheiros e também várias canções clássicas do rock dos anos 80. 

Por fim, siga o músico Nathã Mariani através das redes sociais e fique por dentro dos shows e da carreira do artista.