“Todo Mundo Em Pânico” estreia com sátira a cultura do cancelamento

Novo filme reúne elenco original após 13 anos, aposta em humor politicamente incorreto e provoca debate entre fãs da franquia.

Após 13 anos longe das telonas, a franquia “Todo Mundo em Pânico” está de volta aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (4). Embora muitos fãs se refiram ao longa como “Todo Mundo em Pânico 6”, a produção foi lançada oficialmente sem numeração no título.

O retorno marca um momento histórico para a série. Os irmãos Wayans reassumem o controle criativo da franquia mais de duas décadas após deixarem o projeto, reunindo novamente Marlon e Shawn Wayans com Anna Faris e Regina Hall, intérpretes das icônicas Cindy e Brenda.

Na trama, o grupo precisa enfrentar mais uma vez o famoso assassino mascarado Ghostface. Desta vez, porém, a história adiciona uma nova missão: combater o que os personagens chamam de “cultura do cancelamento”.

Elenco original volta a comandar a franquia

Felipe Fernandes, do g1, destacou que a expectativa dos fãs era enorme antes da estreia. Afinal, além de reunir o elenco original, o novo filme tinha mais de uma década de acontecimentos da cultura pop, polêmicas e fenômenos das redes sociais como matéria-prima para suas sátiras.

O roteiro faz referências a temas que dominaram o debate público nos últimos anos, incluindo redes sociais, inteligência artificial, pandemia, influenciadores digitais e polêmicas envolvendo celebridades.

Também aparecem citações a produções recentes como “Wandinha”, “Saltburn”, “Corra!” e outros sucessos do cinema e do streaming.

Humor aposta em provocações geracionais

O filme deixa clara sua intenção de provocar discussões sobre diferenças entre gerações. Os irmãos Wayans utilizam o humor politicamente incorreto para criar situações que criticam comportamentos associados à chamada “cultura do cancelamento”.

No entanto, segundo análise publicada por Felipe Fernandes, do g1, o excesso de referências e a sequência de esquetes independentes acabam prejudicando o ritmo da narrativa.

A avaliação aponta que muitas piadas sobre temas já amplamente discutidos. Como por exemplo, debates de gênero, redes sociais e polarização cultural, acabam parecendo repetitivas ao longo da exibição.

Bastidores e autocrítica rendem os melhores momentos

De acordo com a crítica, os momentos mais divertidos acontecem quando o filme volta suas piadas para os próprios atores e para a indústria do entretenimento.

O longa faz brincadeiras com o Oscar, relembra escolhas de carreira dos integrantes do elenco e até ironiza a disputa judicial que envolveu os direitos da franquia nos bastidores.

O desfecho também foi destacado como um dos pontos positivos da produção. O final sugere novos caminhos para a série e reforça que os irmãos Wayans retomaram definitivamente o comando criativo da marca.

Filme agrada fãs nostálgicos, mas enfrenta desafios

Mesmo entregando momentos de nostalgia e reunindo personagens queridos pelo público, o novo “Todo Mundo em Pânico” divide opiniões. Afinal, aposta fortemente em um tipo de humor que já não provoca o mesmo impacto de outros tempos.

Por fim, para os fãs da franquia, porém, o retorno do elenco original e dos criadores pode ser o suficiente para transformar o lançamento em um dos eventos mais comentados do cinema em 2026.