David Bowie estava na mira do assassino de Lennon

Investigações sobre o caso revelaram que Bowie seria um segundo alvo de Mark Chapman.

O dia 10 de abril de 1970 ficou marcado pelo fim dos Beatles, quando Paul McCartney anunciou oficialmente que estava deixando o grupo. No entanto, existe uma outra data considerada como o segundo fim da banda: 8 de dezembro de 1980, quando Mark Chapman assassinou John Lennon na frente do seu prédio em Nova Iorque. 

Contudo, após o crime alguns fatos vieram à tona, revelado pelo próprio criminoso durante as várias entrevistas que deu ao longo da vida. No entanto, não se sabe a verdade, pelo fato de que Mark Chapman queria ser mais famoso que o ex-Beatle, ou quase, e encontrou uma forma torta de concretizar este fato. 

Chapman revelou a revista People em 1987, que pretendia matar Paul McCartney, Ronald Reagan, Elizabeth Taylor ou Johnny Carson. Mas escolheu Lennon pela facilidade. Até que ponto isto é verdade, não saberemos, afinal ele não tem a mínima credibilidade. 

David Bowie na lista de Chapman.

Mas o que é real foi descoberto pelo detetives que investigaram o caso. Mark Chapman tinha um segundo na lista para ser morto após matar Lennon, seria David Bowie. O criminoso havia comprado ingresso para o espetáculo, “The Elephant man”, que Bowie estreava na cidade, e cometeria o crime dentro do teatro. 

O ingresso tinha data para 9 de dezembro, um dia após a morte de Lennon. Coincidência ou não, John e Yoko haviam também comprado ingressos para esta data, e no dia da peça havia três cadeiras vazias nas primeiras fileiras. Por motivos óbvios, Lennon morto, Chapman preso, e Yoko de luto.

A polícia logo que soube do possível crime contra Bowie chegou a avisar o astro, temendo que algum outro louco se inspirasse no crime. Sendo assim, o roqueiro por alguns anos adotou algumas práticas com medo de ser vítima da mesma violência. Como por exemplo, a sua banda vestia a mesma roupa que o cantor quando subia ao palco, para de certa forma confundir um possível atirador. 

Paul McCartney também temendo se tornar uma vítima, parou de excursionar por cerca de uma década, só retornando por volta de 1990, na turnê que marcou o primeiro show do ex-Beatle no Brasil. 

David Bowie era muito próximo a John, Yoko, e após a morte de Lennon se tornou uma espécie de padrinho de Sean. Na ocasião da morte de Bowie em 2016, Yoko postou o seguinte texto: 

“Quando Sean estava no internato na Suíça, David o buscava e o levava em viagens a museus e deixava Sean passear em seu estúdio de gravação em Genebra. Para Sean, isso é perder outra figura paterna. Vai ser difícil para ele, eu sei. Mas temos algumas lembranças doces que ficarão conosco para sempre.”

Por fim, o livro, “David Bowie: uma biografia”, conta estas e mais outras histórias sobre a vida do camaleão do rock.