Viúva de Erasmo Carlos perde mansão após decisão judicial favorável aos filhos do cantor

Herança de Erasmo Carlos vira batalha judicial e tem despejo

A disputa pelos bens de Erasmo Carlos, morto em novembro de 2022, ganhou novos capítulos e expôs um conflito familiar intenso segundo a revista Contigo!. Os filhos do artista, Leonardo e Gil Esteves, enfrentam na Justiça a viúva, Fernanda Esteves, em um processo que envolve imóveis, direitos autorais e até veículos.

Mansão de R$ 8 milhões entra na disputa

Após viver por oito anos com o cantor em um imóvel de alto padrão em São Conrado, avaliado em R$ 8 milhões, Fernanda deixou o local. Os herdeiros conseguiram a reintegração de posse, e Leonardo, que representa o espólio, não teria assumido custos como o condomínio, estimado em R$ 10 mil mensais.

Sem acesso aos recursos, a viúva se mudou para um apartamento menor na Barra da Tijuca. Segundo informações do colunista Valmir Moratelli, da revista Veja, ela afirma sofrer perseguição e questiona a gestão dos bens, incluindo direitos de imagem e autorais do artista.

Carro e produtora ampliam o conflito

A disputa também envolve um veículo utilizado por Fernanda. Apesar de ter sido um presente de Erasmo, o carro está registrado em nome da produtora do cantor, que tem Leonardo como sócio.

Agora, os filhos cobram judicialmente valores pelo uso do automóvel após a morte do pai, o que ampliou ainda mais o impasse entre as partes.

Desabafo expõe dor e mudança de vida

Nas redes sociais, Fernanda compartilhou um relato pessoal sobre a nova realidade, marcada por mudanças bruscas após a morte do artista.

“Olho para trás, vejo por trás, me volto para dentro. Sempre só tive janelas que davam para os fundos. Talvez tenha sido assim que aprendi a ver beleza no que está por trás, no que não é possível óbvio, no escondido. Meu bem achava que eu merecia mais, só ele achava. Resolveu que merecíamos juntos olhar para frente, para a imensidão do mar, beleza em movimento, o quadro que não para, o olhar que todos querem.

Erasmo na mansão. Reprodução Instagram

E Completou. “Durou tão pouco. Vimos poucas ondas juntos, nenhuma baleia, e depois me vi olhando o mar como um tsunami de dor e vazio. Hoje me encontro no conforto de um lugar pequeno, com a segurança de uma janela que dá para os fundos, com uma paisagem que pouco se movimenta, mas onde recebo visitas de pássaros, borboletas, insetos, pequenos mamíferos, e tenho até uma aranha que me faz companhia, tão solitária quanto eu em sua teia”. Conforme desabafou.

Por fim, o caso segue na Justiça e ainda não há definição sobre a divisão dos bens deixados pelo cantor.