Steven Tyler é alvo de ação judicial por abuso sexual na Califórnia
A corte californiana autorizou a continuidade do processo movido por Julia Misley contra o vocalista.

A Justiça da Califórnia autorizou o prosseguimento de parte do processo civil que acusa Steven Tyler, vocalista da banda Aerosmith, de abuso sexual envolvendo uma menor de idade nos anos 1970.
A decisão tomada no fim de janeiro de 2026 por uma juíza do Condado de Los Angeles e mantém vivas as alegações relacionadas a fatos que teriam ocorrido dentro do estado.
O caso foi movido por Julia Misley, anteriormente conhecida como Julia Holcomb. Ela afirma ter sido abusada por Tyler quando tinha cerca de 16 anos, enquanto o músico já era adulto e estava em turnê com o Aerosmith. Segundo o processo, o relacionamento teria começado após um encontro nos bastidores de um show e se estendido por diferentes estados dos Estados Unidos.
Por que apenas parte do processo continua
A juíza decidiu que as acusações ligadas à Califórnia podem seguir adiante com base na legislação estadual que ampliou o prazo para que vítimas de abuso sexual na infância ingressem com ações judiciais, mesmo décadas depois dos fatos.
Contudo, Já as alegações referentes a outros estados, como Oregon, Washington e Massachusetts, foram rejeitadas por questões relacionadas a prescrição e as leis locais vigentes a época.
Mesmo com a exclusão de parte das acusações, a magistrada deixou claro que não pretende adiar o andamento do caso. E assim, sinaliza que o processo seguirá seu curso dentro da jurisdição californiana.
Acusações e defesa
Na ação, Misley afirma que houve manipulação emocional e sexual pelo cantor durante a adolescência. Portanto, um contexto de desequilíbrio de poder provocado pela fama e influência do artista. Ela também sustenta que Tyler chegou a assumir responsabilidades legais sobre ela durante o relacionamento.
Steven Tyler nega as acusações. Seus advogados argumentam que a relação foi consensual. E completaram que a legislação aplicável deveria ser a de outros estados, tese parcialmente rejeitada pela Justiça da Califórnia.
O relacionamento citado no processo seguiu mencionado de forma indireta na autobiografia do cantor, lançada em 2011, embora sem identificação direta da suposta vítima.
Próximos passos
Portanto, com a decisão judicial, o processo civil segue ativo na Califórnia, embora ainda não haja data definida para julgamento. Por fim, o caso reacende o debate sobre abusos cometidos por figuras públicas no passado. E sobretudo, o impacto das mudanças nas leis que permitem a reavaliação desses episódios décadas depois.