Robert Plant defende álbum do Led Zeppelin que foi criticado
Robert Plant relembrou críticas ao terceiro álbum do Led Zeppelin e afirmou que o disco representou um dos melhores momentos da banda.
Robert Plant nunca teve uma relação simples com o passado do Led Zeppelin. Desde o fim da banda, o cantor preferiu seguir novos caminhos em vez de tentar repetir a fórmula que o tornou famoso.

Mesmo assim, ele guarda carinho por momentos menos lembrados da trajetória do grupo, especialmente pelo álbum Led Zeppelin III, lançado em 1970.
Robert Plant não queria viver à sombra do Led Zeppelin
Após a morte de John Bonham, em 1980, a ideia de continuar o Led Zeppelin sem o baterista nunca pareceu certa para Plant.
O cantor também não queria passar o resto da carreira sendo conhecido apenas como “o cara do Led Zeppelin”.
Por isso, seus trabalhos solo sempre buscaram novos caminhos. Plant tentou se reinventar em diferentes fases, sem simplesmente repetir o som que havia consagrado a banda.
Essa postura, segundo o texto, também ajuda a entender sua relação com Led Zeppelin III.
Plant considera o álbum um dos melhores momentos da banda
Lançado depois dos dois primeiros discos do grupo, Led Zeppelin III apresentou uma mudança de direção.
O álbum trouxe mais espaço para violões, folk e músicas menos pesadas. A mudança surpreendeu parte do público, especialmente depois do peso dos trabalhos anteriores.
Hoje, o disco é considerado um clássico. Na época, porém, a reação foi bem diferente.
Plant lembra que os críticos chegaram a questionar duramente a decisão da banda.
“Que porcaria é essa?”
A frase resume a reação negativa que o grupo enfrentou naquele momento.
Para Plant, porém, a mudança era necessária. Foi justamente essa disposição para experimentar que abriu caminho para músicas como “Going to California”.
“Provavelmente foi um dos nossos melhores momentos”
Ao falar sobre o álbum, Robert Plant foi direto ao defender a importância daquele período.
“Acho que foi um grande sucesso, mas foi o álbum menos bem-sucedido do Led Zeppelin.” Conforme declarou.
A declaração mostra a diferença entre sucesso comercial ou recepção imediata e a importância artística que o cantor atribui ao trabalho.
Plant também lembrou como os críticos reagiram ao disco.
“Os críticos estavam gritando por nossas vidas e nosso sangue, dizendo: ‘Que porcaria é essa?’.”
Contudo, apesar das críticas, o vocalista mantém uma visão bastante positiva sobre o resultado.
“Provavelmente foi um dos nossos melhores momentos.”
Para Plant, o simples fato de a banda ter decidido mudar de direção já tornava aquele período especial.
“O fato de termos decidido que precisávamos fazê-lo foi, por si só, um grande momento.”
Um álbum que ajudou a construir o legado do Zeppelin
A importância de Led Zeppelin III está justamente na liberdade que a banda demonstrou naquele momento.
O grupo não tentou repetir o que havia feito antes. Em vez disso, abriu espaço para novas influências e mostrou que o Led Zeppelin poderia ir além do hard rock.
Essa mesma busca por renovação acompanhou Robert Plant durante sua carreira solo.
O legado permanece
Décadas depois, Robert Plant continua enxergando Led Zeppelin III como um capítulo importante da história da banda.
Por fim, o álbum pode ter causado estranhamento em seu lançamento, mas ajudou a mostrar que o Led Zeppelin não tinha medo de mudar. Afinal, essa liberdade se tornou parte essencial do legado do grupo