Rita Guedes revela complicação após cirurgia nos olhos e desabafa
Atriz apareceu de óculos escuros na Dança dos Famosos e contou que precisou ser hospitalizada após uma blefaroplastia.
Rita Guedes, de 54 anos, surpreendeu o público ao aparecer de óculos escuros na Dança dos Famosos, no último domingo (23). Durante o programa, a atriz revelou que enfrentou complicações após passar por uma cirurgia nos olhos e chegando a ficar internada.
Apesar do susto, Rita afirmou que segue determinada a se recuperar e espera abandonar os óculos nas próximas apresentações.
No palco do Domingão com Huck, Rita Guedes contou a Luciano Huck que o procedimento não aconteceu como esperado.
“Se Deus quiser, na próxima já vou estar sem óculos. Eu fiz uma cirurgia que teve um problema, fiquei hospitalizada, mas não desisti. Estou colocando a minha garra para superar isso tudo”, declarou a atriz.
Antes da apresentação, Rita já havia explicado nas redes sociais que passou por uma blefaroplastia, cirurgia realizada na região das pálpebras.
“Tem muita gente me perguntando por que apareci de óculos no domingo. Eu passei por uma cirurgia no olho [direito]. Na verdade, fui fazer uma blefaroplastia, uma cirurgia simples e que muita gente faz. Só que eu tive um problema [no olho direito]. Fiquei internada, foi um processo muito grande”, contou.
O uso dos óculos escuros faz parte temporariamente da recuperação e também ajuda a proteger a aparência da região durante o período pós-operatório.
O que é a blefaroplastia? Veja um resumo do procedimento
A blefaroplastia é uma cirurgia realizada nas pálpebras, geralmente indicada para melhorar alterações causadas pelo excesso de pele, bolsas de gordura ou flacidez na região dos olhos.
Principais pontos sobre o procedimento:
- Não serve apenas para retirar pele: a cirurgia pode envolver gordura, músculos e outras estruturas das pálpebras;
- Não existe uma idade única para fazer: a indicação depende das características e necessidades de cada paciente;
- Nem toda gordura precisa ser retirada: em alguns casos, ela pode ser preservada ou reposicionada;
- A saúde dos olhos precisa ser avaliada: sintomas como ardência e ressecamento devem ser informados ao médico;
- A cirurgia inferior nem sempre deixa cicatriz externa: algumas técnicas utilizam acesso pela parte interna da pálpebra;
- Outros tratamentos podem complementar o resultado: recursos regenerativos podem ser indicados em situações específicas.
Mitos e verdades sobre a cirurgia das pálpebras
Blefaroplastia serve apenas para retirar excesso de pele
Mito.
“A blefaroplastia não é um procedimento simples. Ela não se limita à retirada de excesso de pele. O planejamento pode incluir gordura orbital, musculatura, posição das pálpebras e a relação entre a região dos olhos e a bochecha.”
A técnica pode variar de acordo com a anatomia e as necessidades de cada paciente.
Não existe idade certa para fazer blefaroplastia
Verdade.
“Não há uma faixa etária específica para indicação.”
A decisão depende de fatores como bolsas hereditárias, flacidez, excesso de pele, sintomas e condições clínicas.
Toda gordura das bolsas precisa ser retirada
Mito.
“Nem sempre retirar toda a gordura das bolsas produz o resultado mais adequado.”
Em determinados casos, parte desse tecido acaba preservado ou reposicionado para evitar um aspecto encovado abaixo dos olhos.
Olhos secos precisam de avaliação antes da cirurgia
Verdade.
“Todos os sintomas relacionados à saúde ocular são importantes, e precisam ser relatados antes da cirurgia.”
Ardência, sensação de areia nos olhos, lacrimejamento frequente e uso constante de lágrimas artificiais podem exigir cuidados especiais no planejamento.
A blefaroplastia inferior sempre deixa cicatriz externa
Mito.
“A blefaroplastia inferior nem sempre exige uma incisão externa na pele.” Conforme afirmou.
No entanto, em alguns casos, o procedimento ocorre através da parte interna da pálpebra, através da chamada via transconjuntival.
Recursos regenerativos podem complementar o rejuvenescimento
Verdade.
“Com a indicação correta, os recursos e técnicas regenerativas podem atuar como complemento no rejuvenescimento da região dos olhos.”
Contudo, entre as técnicas estudadas estão PRP, PRF e procedimentos com gordura autóloga, sempre dependendo da avaliação individual.
Recuperação exige cuidados e avaliação individual
O especialista reforça que o objetivo da cirurgia não é simplesmente retirar o máximo possível de tecido.
“O melhor resultado não depende de retirar o máximo possível, mas de tratar cada estrutura na medida necessária.”
“Preservar tecidos, respeitar a anatomia e entender as características individuais ajudam a manter o equilíbrio na região dos olhos.”
Por fim, o caso de Rita Guedes chamou atenção justamente para a importância de uma avaliação médica individual. E sobretudo dos cuidados durante a recuperação. Mesmo após enfrentar complicações, a atriz afirmou que segue focada em superar o momento e retornar sem os óculos a competição.
