Morre Marianne Faithfull aos 78 anos.

 

Marianne Faithfull se tornou um símbolo do Swing Londo na década de 60

Thore Siebrands from Germany, CC BY 2.0

A notícia foi confirmada na noite de quinta-feira (30 de janeiro) por seu porta-voz, que declarou: “Com profunda tristeza, anunciamos a morte da cantora, compositora e atriz Marianne Faithfull. Ela faleceu pacificamente em Londres, cercada por sua família amorosa. Sentiremos muita falta dela.”

Faithfull foi uma figura marcante na cena musical e artística do ‘Swinging London’ nos anos 1960, consolidando-se como uma das principais vozes femininas da Invasão Britânica. Conhecida por sucessos como As Tears Go By, sua trajetória inclui também trabalhos no teatro e no cinema.

Nascida em 1946, em Londres, e criada em Reading, Faithfull retornou à capital ainda na adolescência. Aos 17 anos, foi descoberta por Andrew Loog Oldham, empresário dos Rolling Stones, e lançou seu primeiro hit, As Tears Go By, composto por Mick Jagger e Keith Richards, que chegou ao Top 10 do Reino Unido.

Nos 12 meses seguintes, emplacou mais três sucessos – Come And Stay With Me, This Little Bird e Summer Nights –, consolidando sua carreira internacional. No teatro, estrelou peças como Três Irmãs, de Chekhov, ao lado de Glenda Jackson, e Hamlet, de Shakespeare, com Anjelica Huston.

Sucesso no cinema.

No cinema, participou de Made In The USA (1966), de Jean-Luc Godard, além de atuar ao lado de Orson Welles e Oliver Reed em I’ll Never Forget What’s’isname (1967) e com Alain Delon em The Girl On a Motorcycle.

Sua relação com os Rolling Stones ampliou ainda mais sua notoriedade. Em 1965, casou-se com o artista John Dunbar, com quem teve um filho, Nicholas, mas no ano seguinte iniciou um relacionamento com Mick Jagger, que durou quatro anos.

Considerada uma musa da banda, acredita-se que inspirou canções como You Can’t Always Get What You Want e Wild Horses. Além disso, coescreveu Sister Morphine, lutando por anos pelo reconhecimento como compositora.

Contudo, sua voz, antes delicada, transformou-se ao longo dos anos, efeito do abuso de drogas e da laringite crônica. Por fim, após um período afastada, Faithfull ressurgiu com aclamação em 1979, lançando Broken English. O Album lhe rendeu uma indicação ao Grammy e marcou sua reinvenção artística.