Miguel Falabella declara no Roda Viva: “O Brasil está cheio de Caco Antibes”
Miguel Falabella criticou a influência das redes sociais na TV e disse que programas como Sai de Baixo seriam difíceis de produzir atualmente.
Miguel Falabella participou, na última segunda-feira (15), do programa Roda Viva, da TV Cultura, onde falou sobre a vida pessoal, a carreira e relembrou personagens e produções marcantes de sua trajetória. Além disso, o ator comentou como enxerga a televisão nos dias atuais.
Questionado por Leão Lobo sobre a possibilidade de a televisão ter perdido a forma de se comunicar com o público, Miguel Falabella fez uma reflexão sobre a influência das redes sociais na produção televisiva atual.
“Eu acho que a televisão de hoje fica muito refém da internet, das coisas opinativas, do tribunal da internet. Tudo é um problema. Imagina o Caco Antibes falar ‘Eu tenho horror a pobre’; hoje em dia ia ser uma confusão. Mas as pessoas assistem até hoje e entendem que aquilo era uma crítica.”
O ator, autor e diretor defendeu que muitos personagens clássicos eram construídos justamente para provocar reflexão e satirizar comportamentos da sociedade.
“Era um personagem alucinado mas o Brasil está cheio de Caco Antibes”.
Na sequência, completou:
“A Televisão fica com muito medo de desagradar, e acaba afastando as pessoas”.
Ao falar sobre o sucesso de Sai de Baixo, exibido na década de 1990, Miguel destacou a relevância da produção ao longo dos anos.
LEIA TAMBÉM: Bruna Marquezine reencontra Fernanda Torres e encanta fãs
“É Inegável, um programa de 30 anos, e sobrevive, as pessoas falam até hoje dele”.
Novamente comentando sobre Caco Antibes, o ator explicou a construção do personagem.
“Eu fazia ele com carisma, era aquele vilão que a gente amava e odiava, Caco Antibes era um terror, era um homem que roubava, mentia”.
Um novo Sai de Baixo.
Questionado sobre a possibilidade de uma nova versão do programa nos dias atuais, Falabella demonstrou ceticismo.
“Acho dificil hoje, mandar uma mulher calar a boca?”
A declaração faz referência ao famoso bordão “Cala boca Magda”, dirigido à personagem interpretada por Marisa Orth, conhecida por não compreender as situações ao seu redor.
Durante a entrevista, o jornalista Ernesto Paglia perguntou a Miguel Falabella sobre a origem do “Canguru Perneta”, uma posição sexual fictícia criada no programa.
“Foi uma brincadeira que eu estava fazendo uma improvisação dando vários nomes de posições sexuais, era alguma coisa com eta, e eu tentei buscar alguma rima, e saiu canguru perneta e plateia começou a rir”.
Em outro momento, a conversa abordou a questão da acessibilidade aos preços dos ingressos de peças teatrais. Falabella destacou que participa de projetos com ONGs e realiza apresentações gratuitas para ampliar o acesso à cultura.
“Eu por exemplo, fiz três sessões inteiras para ONG do Vitor e Vitória, aliás essa são as platéias mais animadas, que mais respondem”. Conforme Finalizou.
