Mick Jagger revela verdade sobre envelhecer e surpreende fãs dos Stones

Em entrevista, o vocalista dos Rolling Stones falou sobre o novo álbum e fez um desabafo sincero sobre o envelhecimento.

O novo álbum Foreign Tongues marca uma fase incomum para os Rolling Stones. Lançado pouco mais de dois anos após Hackney Diamonds, o disco mostra uma banda trabalhando em ritmo acelerado e com uma abordagem diferente da que os fãs estavam acostumados.

Em entrevista ao podcast The Interview, do The New York Times, Mick Jagger abriu o jogo sobre a criação do álbum, comentou a polêmica envolvendo Elon Musk, refletiu sobre o envelhecimento e falou sobre como é viver décadas sob os holofotes.

Rolling Stones mudaram forma de gravar novo álbum

Depois de quase 20 anos entre lançamentos de estúdio, os Rolling Stones surpreenderam ao colocar Foreign Tongues no mercado em pouco mais de dois anos após o disco anterior.

Segundo Mick Jagger, a mudança aconteceu graças ao produtor Andrew Watt, que estabeleceu prazos rigorosos durante as gravações.

“Costumávamos ser muito descompromissados.”

No entanto, o cantor revelou que a banda trabalhou de forma muito mais disciplinada e conseguiu compor e gravar cerca de 15 músicas em apenas quatro semanas.

Afinal, para Jagger, a nova dinâmica ajudou a manter a criatividade em alta e acelerou todo o processo de produção.

Mick Jagger explica referência a Elon Musk

Uma das músicas que mais despertou curiosidade foi Ring Hollow, que cita o empresário Elon Musk como “Mad Mogul Mr. Musk”.

Apesar das interpretações de que seria uma crítica direta, Jagger negou essa leitura.

“Não foi um ataque direto ao Elon Musk. Era mais um elogio indireto ao fato de que a SpaceX conseguiu colocar astronautas no espaço quando a NASA e outras empresas não estavam conseguindo.”

O vocalista explicou que a referência funciona como um reconhecimento indireto ao trabalho da SpaceX no transporte de astronautas em um momento em que a NASA e outras empresas enfrentavam dificuldades.

Segundo ele, a letra não deve ser interpretada como um posicionamento político, mas como uma observação sobre acontecimentos recentes.

“Não há nada de bom em envelhecer”, diz cantor

Durante a conversa, Jagger também falou de forma bastante sincera sobre a passagem do tempo. O músico afirmou que o envelhecimento traz limitações físicas e exige mais preparação antes dos shows e maior atenção com a saúde. Contudo, mesmo assim, deixou claro que continua motivado para seguir se apresentando ao vivo.

“Não há nada de bom nisso. Você não ganha sabedoria, você esquece de tudo. As pessoas dizem que você fica mais sábio, mas eu não acho isso verdade.” Conforme contou.

Estrelato ainda exige equilíbrio

Outro tema abordado foi o impacto de viver mais de cinco décadas como uma das maiores estrelas da música.

“Quando milhares de pessoas gritam seu nome todas as noites, existe o risco de você perder um pouco a conexão com a vida real. É preciso fazer um esforço consciente para manter os pés no chão.”

Por fim, agora resta aguardar um outro anúncio, a possibilidade de turnês, inclusive com passagem pelo Brasil.