“Michael”: o que é real e o que é ficção na cinebiografia do Rei do Pop
“Michael” conta com Jaafar Jackson interpretando o Rei do Pop.
Com estreia marcada para 23 de abril e pré-estreias já acontecendo, o filme “Michael” chega cercado de expectativa ao contar a trajetória de Michael Jackson, um dos maiores ícones da música mundial. Protagonizado por Jaafar Jackson, o longa promete emocionar ao mostrar os bastidores da vida do artista — mas também levanta uma dúvida entre fãs: o que é verdade e o que foi adaptado para o cinema?
A produção mistura fatos reais com elementos dramáticos, prática comum em cinebiografias. Um dos pontos mais fortes do filme é a relação conturbada entre Michael e seu pai, Joe Jackson. Embora o longa suavize alguns episódios, o próprio cantor já revelou, em entrevistas, que sofreu agressões com frequência durante a infância.
Outro momento marcante envolve a ascensão do Jackson 5. No filme, a descoberta acontece de forma diferente da vida real: apesar de Suzanne de Passe ter sido essencial na carreira do grupo, o encontro não ocorreu exatamente como mostrado na tela. Ainda assim, a obra acerta ao retratar a influência da Motown Records e até a curiosa estratégia de reduzir a idade de Michael para torná-lo mais vendável.
A cinebiografia também destaca figuras importantes na vida do cantor, como Bill Bray, que foi mais do que um segurança — tornou-se amigo próximo e confidente por décadas.
Chimpanzé e caso Pepsi.
Entre curiosidades que o filme mantém, estão o amor de Michael por animais. Inclusive, ncluindo o famoso chimpanzé Bubbles, e momentos icônicos da carreira, como o impacto de “Billie Jean” na MTV, que ajudou a abrir portas para artistas negros na emissora.
Outros trechos, porém, tomam liberdade criativa. É o caso da primeira cirurgia plástica, retratada como escolha estética — quando, na realidade, Michael afirmou que a rinoplastia aconteceu após um acidente durante ensaio. Já cenas como a inspiração para “Beat It” ou falas sobre Prince refletem declarações reais, mas adaptadas para dar mais impacto narrativo.
O filme também relembra momentos decisivos. Como por exemplo, o rompimento profissional com o pai, o sucesso estrondoso de “Thriller”. Além de o acidente durante um comercial da Pepsi, que resultou em queimaduras e levou o artista a fazer uma doação milionária para um hospital.
Dirigido por Antoine Fuqua e com roteiro de John Logan, “Michael” aposta na emoção e no espetáculo para revisitar a história do Rei do Pop. Entre verdades e licenças criativas, o longa reforça o legado de um artista que marcou gerações — dentro e fora dos palcos.