Jornais internacionais lamentam queda do Brasil e apontam fim da “magia” da Seleção
Veículos de vários países destacaram a perda da identidade histórica da Seleção.
A eliminação do Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 repercutiu na imprensa internacional. A derrota por 2 a 1 para a Noruega, com dois gols de Erling Haaland, gerou análises duras sobre o atual momento da Seleção Brasileira.
Além da eliminação, o Mundial ficou marcado pelo anúncio de despedida de Neymar da seleção brasileira, feito logo após a partida.
Imprensa vê fim do futebol que marcou gerações
O jornal argentino Olé publicou uma análise afirmando que o Brasil perdeu o estilo que o tornou referência mundial no futebol.
“Vocês se lembram do Brasil que gostava de ter a bola? Daquele time que cultuava a boa técnica? Das associações criativas e cheias de fantasia? Do futebol total como religião? A modernidade levou tudo isso embora, e esta Seleção joga, vence e perde com uma outra fórmula.”
O texto, assinado por Diego Macias, ainda elogia a postura da Noruega durante a partida.
“A recompensa da Noruega foi continuar tentando, sem se prender na defesa, trocar passes e trocar passes. Exatamente como manda a tradição do… Brasil.”
Itália destaca fracasso e fim de uma era
A Gazzetta dello Sport, da Itália, afirmou que nem Carlo Ancelotti conseguiu mudar o cenário da Seleção.
“conseguiu fazer o milagre — o que já diz muito, tratando-se do técnico mais vencedor que existe”.
O jornal também resumiu a mudança de geração em uma frase marcante.
“A era de Ronaldo e Ronaldinho acabou: existe apenas Vinicius.”
Na avaliação da publicação, “as três maiores seleções históricas são também as grandes decadentes do momento: Brasil, Alemanha e Itália”.
Portugal lembra recorde negativo do Brasil
O jornal português A Bola destacou o desempenho da dupla norueguesa responsável pela classificação.
“Schjelderup e Haaland deixam o Brasil lavado em lágrimas.”
A publicação também lembrou um dado histórico negativo: pela primeira vez, o Brasil completa seis edições consecutivas de Copa do Mundo sem conquistar o título, nas edições de 2006, 2010, 2014, 2018, 2022 e 2026.
Jornais dos Estados Unidos e Espanha também repercutem
O The Athletic, portal esportivo do The New York Times, resumiu o momento da Seleção em uma pergunta.
“O que deu errado para o Brasil?”
A reportagem ainda destacou que esta é a pior campanha brasileira em Copas desde 1990, quando a equipe também foi eliminada nas oitavas de final.
Já o espanhol Marca definiu a eliminação como um “triste adeus dos brasileiros à Copa do Mundo. Glória aos surpreendentes vikings de Erling “o Brutal” Haaland. Um atacante destinado a dominar o mundo”.
Repercussão reforça momento de reconstrução
As reações da imprensa internacional mostram que a eliminação do Brasil foi tratada como mais do que uma derrota. Para jornais de diferentes países, o resultado simboliza o fim de uma identidade histórica da Seleção e amplia o debate sobre o futuro do futebol brasileiro após mais uma Copa sem título.