John Deacon abandonou a fama após fim do Queen com Freddie Mercury

John Deacon decidiu abandonar a música após 1991 e vive recluso em Londres até hoje

John Deacon abandonou a fama após fim do Queen com Freddie Mercury

A morte de Freddie Mercury, em 24 de novembro de 1991, marcou não apenas o fim de uma era para o Queen, mas também o início do afastamento definitivo do baixista John Deacon da vida pública e da música.

Para o músico, a banda funcionava como uma combinação única entre quatro integrantes. Sem o vocalista, ele passou a considerar que o grupo não fazia mais sentido. Em declarações raras, Deacon foi direto ao afirmar que “não existe Queen sem Freddie”, reforçando a ideia de que qualquer continuidade seria incompatível com o legado construído.

Enquanto Brian May e Roger Taylor seguiram ativos e encontraram nos palcos uma forma de lidar com o luto, John Deacon tomou o caminho oposto. Ele mergulhou em um processo silencioso de afastamento, recusando-se a participar de novos projetos ou apresentações com outros vocalistas.

Sua última contribuição musical relevante com o Queen aconteceu em 1997, na faixa No-One but You (Only the Good Die Young)”. Ainda naquele ano, após uma breve apresentação em Paris, ele decidiu encerrar definitivamente sua carreira. Desde então, nunca mais subiu aos palcos — nem mesmo em ocasiões históricas como a entrada da banda no Hall da Fama do Rock, em 2001.

O músico é frequentemente parado por onde anda em Londres, com fãs pedindo fotos, ou autógrafos, Deacon atende, mas é visível seu incomodo com a exposição. O último registro de aparição pública aconteceu quando autografou um álbum do Queen para um leilão beneficiando uma instituição de caridade.

Ao mesmo tempo, muitos admiradores lamentam o silêncio do baixista, que raramente concede entrevistas ou faz aparições públicas. Sua ausência constante alimenta uma aura de mistério e respeito entre fãs mais antigos e novas gerações.

Leia também: Pink Floyd: o colapso emocional por trás de “One of My Turns” em The Wall

Vida discreta

Hoje, aos 74 anos, John Deacon vive de forma discreta no bairro de Putney, em Londres, na mesma casa adquirida ainda nos anos 1970, no auge inicial do Queen. Relatos recorrentes de vizinhos e fãs nas redes indicam que ele mantém uma rotina simples, sendo visto em atividades comuns do dia a dia, como idas ao mercado e caminhadas pela vizinhança.

Apesar do isolamento, Deacon continua ligado financeiramente ao legado da banda. Ele segue como sócio nas empresas que administram o catálogo do Queen e participou, ainda que de forma indireta, da aprovação do filme Bohemian Rhapsody, sucesso mundial que reacendeu o interesse pela história do grupo e ampliou ainda mais sua fortuna, avaliada em 130 milhões de libras.