Gracindo Jr. morre aos 83 anos e deixa legado de 50 anos na arte
Ator e diretor morreu em casa, no Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (2).
O ator e diretor Gracindo Jr. morreu na manhã desta quarta-feira (2), aos 83 anos, em sua casa, no Rio de Janeiro. Ao longo de mais de cinco décadas, o artista construiu uma carreira no teatro, rádio, cinema e televisão.
A morte foi confirmada pelo filho do artista, Pedro Gracindo. A causa do falecimento não foi divulgada. Até o momento, também não foram informados detalhes sobre o velório e o sepultamento.
Gracindo Jr. fez história na televisão
Epaminondas Xavier Gracindo nasceu no Rio de Janeiro, em 21 de maio de 1943. Filho do consagrado ator Paulo Gracindo (1911-1995), ele participou da inauguração da TV Globo, em 1965, e integrou algumas das primeiras produções da emissora.
Embora tenha cursado Psicologia, Gracindo Jr. nunca exerceu a profissão. Aos 15 anos, em 1959, fez um teste para trabalhar na Rádio Nacional, onde atuou como ator e redator.
Sua estreia no teatro aconteceu na peça “A Escada”, de Oswald de Andrade.
Nos primeiros anos da TV Globo, participou de novelas como “Rosinha do Sobrado”, “Padre Tião”, “A Rainha Louca”, “A Próxima Atração”, “Os Ossos do Barão” e “Supermanoela”.
Em 2025 a atriz Maitê Proênça publicou um video com o ator, já com a saúde debilitada.
Ator contracenou com o pai em novelas de sucesso
Um dos momentos marcantes da carreira de Gracindo Jr. foi dividir a televisão com o pai, Paulo Gracindo.
Os dois atuaram juntos em “O Bem-Amado”, novela de Dias Gomes, e também em “O Casarão”, de Lauro César Muniz.
Em “O Casarão”, pai e filho interpretaram diferentes fases do mesmo protagonista, representando as versões jovem e idosa do personagem.
Gracindo Jr. também esteve em produções de destaque como “Mandala”, “O Salvador da Pátria”, “Rainha da Sucata”, “Deus nos Acuda”, “Explode Coração”, “Anjo de Mim”, “Esplendor” e “Celebridade”.
Gracindo Jr. também se destacou como diretor
Além da atuação, Gracindo Jr. construiu uma importante trajetória atrás das câmeras.
Ele dirigiu produções como a novela “Marron-Glacé” e, em 1983, assumiu a direção do programa “Os Trapalhões”, um dos maiores sucessos da televisão brasileira.
O artista também participou da criação e apresentação dos primeiros videoclipes de artistas brasileiros exibidos pelo “Fantástico”.
Legado de cinco décadas
A morte de Gracindo Jr. encerra uma trajetória de mais de 50 anos dedicada à arte brasileira. Filho de um dos grandes nomes da televisão e do rádio, ele construiu seu próprio caminho como ator, diretor, roteirista e comunicador.
Esta reportagem será atualizada conforme novas informações sobre o velório e o sepultamento forem divulgadas.
