Filhos de FHC assumem curatela após avanço da Doença de Alzheimer do ex-presidente
Ex-presidente de 94 anos terá filho como curador provisório para gestão de bens e finanças
A Justiça de São Paulo determinou a interdição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de 94 anos. A decisão, assinada pela juíza Ana Lúcia Xavier Goldman, atende a um pedido feito pelos filhos e tem caráter imediato, com foco na administração patrimonial e financeira.
Segundo o processo, que corre sob segredo de Justiça, o filho Paulo Henrique Cardoso acabou nomeado curador provisório. Na prática, ele passa a responder legalmente pelos atos civis do pai, especialmente nas decisões envolvendo bens e finanças.
A decisão judicial se baseia em um relatório médico anexado aos autos, além da concordância dos demais familiares. O documento também destaca a relação de confiança pré-existente entre pai e filho, incluindo uma procuração anterior que já autorizava o filho a atuar em nome do ex-presidente.
O pedido de interdição foi feito pelos filhos Paulo Henrique, Luciana e Beatriz, diante do agravamento do estado de saúde de FHC, diagnosticado com Doença de Alzheimer em estágio avançado. De acordo com a petição, a gestão dos interesses do ex-presidente já vinha sendo exercida de forma informal.
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A juíza determinou ainda a citação de Fernando Henrique Cardoso para que ele possa se manifestar no prazo de 15 dias. O oficial de Justiça responsável deverá informar à Vara as condições de locomoção e a reação do ex-presidente ao receber a notificação.
Além disso, diligências vão verificar eventuais procurações ainda vigentes em nome de FHC, com consulta a bases como a Censec. Por fim, o Ministério Público acompanha o caso, e a decisão reforça que a curatela provisória deve seguir critérios de legalidade. Sobretudo, com transparência e proteção dos interesses do ex-presidente.
