Exposições gratuitas movimentam circuito cultural de Florianópolis.
Cinco exposições ocupam galerias e espaços independentes da capital catarinense, reunindo arte contemporânea, memória e experiências imersivas
Florianópolis vive uma semana intensa nas artes visuais. Quatro exposições já estão abertas ao público e uma nova mostra estreia nesta quinta-feira (2), ampliando o circuito cultural gratuito pela cidade.
Entre pinturas, esculturas, instalações e até obras feitas com shapes de skate, o roteiro reúne diferentes linguagens e convida o público a explorar novos olhares sobre arte, memória e sociedade.
Circuito cultural cresce na capital catarinense
A programação reforça o papel de Fundação Cultural Badesc e galerias independentes na difusão da arte contemporânea em Florianópolis. Sobretudo, com exposições simultâneas e entrada gratuita, o circuito se consolida como opção acessível para moradores e turistas interessados em experiências culturais variadas.
Cinco exposições com linguagens diferentes
Na Fundação Cultural Badesc, duas mostras estão em cartaz. Então, confira:
No Espaço Fernando Beck, “Desenhos de um Real – 20 anos”, de Diego de los Campos, reúne cerca de cinco mil desenhos produzidos desde 2006. Sendo assim, o projeto propõe uma reflexão direta sobre o valor da arte ao comercializar obras por apenas um real.

Já no Espaço Paulo Gaiad, Karine Abbati apresenta “Estranhamento do Possível”, com pinturas inéditas e uma videoinstalação que colocam mulheres mais velhas no centro da narrativa, questionando estigmas ligados ao envelhecimento.

A partir desta quinta-feira (2), o jardim da instituição recebe a coletiva “O Que Eu Vejo É O Beco”, inspirada no poema “O Beco”, de Manuel Bandeira. Com curadoria de Kamilla Nunes, a mostra reúne artistas contemporâneos em instalações, intervenções e experimentações sonoras.
Fora da fundação, a Helena Fretta Galeria de Arte recebe “Arte Catarinense – memória preservada”, com cerca de 40 obras de nomes importantes das artes visuais no estado, como Eli Heil e Willy Zumblick.
No entanto, Já no Moochacho, no bairro Trindade, a exposição “Skate Art” transforma shapes de skate em obras inspiradas nos 353 anos da cidade.
Afinal, o projeto une arte e impacto social, com parte das vendas destinada à Associação dos Skatistas da Costeira do Pirajubaé.
Arte, inclusão e novas experiências
A diversidade de propostas chama atenção por ampliar o acesso à arte e conectar diferentes públicos — do visitante tradicional ao jovem interessado em cultura urbana.
A participação de nomes como o medalhista olímpico Pedro Barros, que doou uma peça exclusiva para a mostra “Skate Art”, reforça o alcance social e cultural da iniciativa. Por fim, com opções gratuitas e espalhadas pela cidade, o circuito transforma Florianópolis em um verdadeiro roteiro artístico a céu aberto.

