Ex-Skanks e Penélope se unem na banda Capsula e lançam “Dopamina”

Banda formada por integrantes do Skank e Penélope estreia projeto com mistura de rock, pop e reggae

Foto capa: Diego Ruan

A banda Capsula lançou nesta sexta-feira (29) o single “Dopamina” em todas as as plataformas de streaming, via OneRPM. A faixa marca a estreia do grupo formado por Érika Martins, Fernando Americano, Haroldo Ferretti e Lelo Zaneti, músicos conhecidos por trabalhos em bandas como Skank, Penélope e thesurfmotherfuckers.

Com influências que passeiam entre pop, rock, reggae, pós-punk e indie rock, “Dopamina” surge como uma crônica contemporânea sobre a exaustão digital, a ansiedade causada pelas notificações e a pressão constante da hiperconexão.

A música apresenta o equilíbrio entre os grooves marcantes de Haroldo Ferretti e Lelo Zaneti, as guitarras atmosféricas de Fernando Americano e a interpretação intensa de Érika Martins. Portanto, o resultado é uma sonoridade orgânica, construída longe da lógica acelerada dos algoritmos.

O Capsula nasceu de encontros improváveis em Belo Horizonte. A ideia começou durante um almoço de família, quando músicos que frequentavam os mesmos círculos há décadas decidiram finalmente dividir o mesmo espaço criativo.

A partir desse encontro, os quatro artistas passaram cerca de um ano trabalhando no repertório da banda. Em um cenário dominado por lançamentos rápidos e músicas pensadas para viralizar, o grupo apostou no caminho oposto: criar canções com calma, experimentação e identidade própria.

“A gente fez o contrário, foi um ano, algumas músicas, passando meses trabalhando em uma música só, sem pressa, e feito pra durar. A música que sangra, transpira, a arte de verdade, ela não cabe em oito segundos. A gente não quer ter que se preocupar com isso, e tá tudo bem.” Conforme contou Erika Martins.

Estúdio em casa.

Grande parte do processo aconteceu no Estúdio Bamboo, espaço montado na casa de Haroldo Ferretti, em Nova Lima, Minas Gerais. Entre trocas de arquivos durante a madrugada, testes de timbres e reconstruções constantes das músicas, o Capsula desenvolveu uma estética baseada na imperfeição humana e na liberdade criativa.

Segundo a proposta do grupo, a ideia é produzir músicas feitas “por pessoas reais, para pessoas reais”. Conforme contam. Afinal, as letras abordam temas como relações líquidas, ansiedade emocional. E sobretudo, a busca incessante por validação nas redes sociais.

“É, hoje tudo é consumido na base do scroll, né? O nosso grande desafio é fazer você consumir tudo até o final”. Revelou o baixista Lelo Zaneti.

“Dopamina” funciona como um manifesto artístico contra o consumo rápido de música e a cultura das métricas. Sem recorrer à nostalgia ou ao revival, o Capsula aposta em canções vivas, emocionais e carregadas de autenticidade.

Por fim, o single já está disponível nas principais plataformas digitais.