Concurso em defesa da Amazônia encerra inscrições no dia 21 de maio

Iniciativa vai premiar trabalhos de comunicação voltados à defesa do meio ambiente, povos indígenas e comunidades tradicionais

O Governo do Brasil abriu as inscrições para o Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação em Defesa do Meio Ambiente, Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais. A iniciativa homenageia o jornalista britânico Dom Phillips e o indigenista Bruno Pereira, assassinados em 2022 no Vale do Javari, no Amazonas.

Coordenado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom-PR), o concurso busca incentivar produções que combatam a desinformação e fortaleçam a proteção da Amazônia e de seus povos.

O edital foi publicado no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (30) e prevê premiação para iniciativas de jornalismo, comunicação popular e educação midiática.

A proposta também transforma a memória de Dom Phillips e Bruno Pereira em um incentivo para profissionais e comunicadores que atuam na defesa dos direitos humanos, da liberdade de expressão e do meio ambiente.

As inscrições gratuitas ocorrem exclusivamente pela internet até às 23h59 do dia 21 de maio. Podem participar jornalistas, comunicadores populares, artistas e pesquisadores maiores de 18 anos, através deste Formulário eletrônico. 

Concurso em defesa da Amazônia encerra inscrições no dia 21 de maio

Diversidade e linguagem

Um dos destaques do concurso é a acessibilidade. Os participantes poderão enviar informações da inscrição por áudio ou vídeo, valorizando a oralidade e a diversidade de linguagens, especialmente entre povos indígenas e comunidades tradicionais.

A seleção é organizada pela Secom-PR, por meio da Secretaria de Políticas Digitais (SPDigi), em parceria com os ministérios dos Povos Indígenas, dos Direitos Humanos e da Cidadania e das Relações Exteriores. A iniciativa também conta com apoio da UNESCO.

O concurso contempla trabalhos publicados a partir de janeiro de 2023 em seis categorias: Reportagem em Texto, Fotojornalismo e Artes Visuais, Reportagem Audiovisual, Comunicação Indígena, Comunicação de Comunidades Tradicionais e Educação Midiática.

Ao todo, serão distribuídos R$ 300 mil em incentivos financeiros. Os vencedores de cada categoria receberão R$ 30 mil. Os segundos colocados ganharão R$ 15 mil, enquanto os terceiros receberão R$ 5 mil.

Além da premiação em dinheiro, as cinco melhores iniciativas de cada modalidade receberão troféus de reconhecimento institucional. Os selecionados também terão despesas de viagem e hospedagem custeadas para participar da cerimônia oficial em homenagem a Dom Phillips e Bruno Pereira, marcada para 12 de junho de 2026.

Avaliações.

O processo de avaliação conta com até 30 jurados com experiência em comunicação, direitos humanos e meio ambiente. Entre os critérios analisados estão relevância social, qualidade técnica, originalidade, rigor ético e contribuição para o enfrentamento da desinformação.

A criação do concurso também faz parte das medidas de reparação histórica assumidas pelo Estado brasileiro após os assassinatos de Dom Phillips e Bruno Pereira. A iniciativa atende às medidas cautelares da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). Principalmente em favor dos integrantes da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (UNIVAJA).

Entidades como a UNIVAJA, Repórteres Sem Fronteiras, ABRAJI. Assim como, o Instituto Vladimir Herzog participaram da elaboração do edital.

Por fim, os organizadores afirmam que o objetivo tem como fortalecer uma rede de comunicadores. Sobretudo, comprometidos com a integridade da informação e com a defesa dos territórios amazônicos e das comunidades tradicionais.