Chico Pinheiro conta como música de Zeca Baleiro ajudou durante tratamento de câncer

Ex-âncora do Bom Dia Brasil conta que passou pela UTI após complicações e relembra apoio emocional durante tratamento

O jornalista Chico Pinheiro revelou que foi diagnosticado com câncer no intestino durante uma entrevista no programa Chico Pinheiro Entrevista. O comunicador contou que o tumor acabou descoberto ainda no início, o que trouxe uma expectativa positiva para o tratamento.

Segundo ele, a previsão inicial era realizar uma cirurgia robótica considerada simples, com alta médica poucos dias depois. No entanto, complicações no pós-operatório mudaram completamente o cenário.

“Eu passei um mês e pouco internado, fazendo cirurgia. Descobri um câncer no intestino, a princípio relativamente fácil, porque estava bem no começo, e uma cirurgia que era para ser feita em um dia e, três dias depois, eu iria para casa”. Conforme afirmou.

Aderência intestinal.

O tratamento ocorreu em São Paulo. Contudo, após o primeiro procedimento, Chico sofreu uma aderência intestinal e precisou passar por uma nova cirurgia, além de dias internado na UTI.

“Teve uma complicação posterior. Que eu saiba, não é culpa de nenhum médico. Realmente houve uma aderência intestinal, e tiveram que abrir e operar. Passei uns belos dias na UTI”, relatou o jornalista.

Durante a conversa com Zeca Baleiro, Chico Pinheiro também revelou que encontrou conforto na música “Flor da Pele”, uma das canções mais conhecidas do artista.

“A coisa mais presente na minha cabeça era você cantando. Eu ouvia você cantar uma música todo o tempo. Ouvia e chorava. Não era chorar de medo nem de nada, não. Era de perceber as pessoas que, na correria, você não vê. E pessoas sofrendo com a doença”, declarou. O programa na integra vai ar nesta segunda, dia 11. 

Por fim, o jornalista ainda refletiu sobre a experiência de estar do outro lado da rotina hospitalar e falou sobre o aprendizado durante o tratamento.

“Você entra no hospital como doente. Para virar paciente, precisa exercitar a paciência para os médicos poderem trabalhar. Então eu ouvia a música, me emocionava e chorava muitas vezes”, concluiu.