Brad Pitt revela condição rara que dificulta reconhecer rostos

Ator afirma sofrer de prosopagnosia, conhecida como “cegueira facial”

Créditos: Aubrey Gemignani, PD,WC

O ator Brad Pitt revelou que sofre de prosopagnosia, condição neurológica popularmente chamada de “cegueira facial”. O transtorno dificulta o reconhecimento de rostos, inclusive de amigos, familiares e pessoas conhecidas no dia a dia.

A declaração do astro ganhou repercussão após ele admitir que muitas vezes não consegue identificar pessoas próximas. Segundo Pitt, o problema já fez com que algumas pessoas o considerassem distante ou arrogante em situações sociais.

A prosopagnosia não está ligada à visão, mas sim à maneira como o cérebro processa e reconhece faces humanas. Estudos apontam que o transtorno pode ser mais comum do que se imaginava.

Uma pesquisa publicada em 2023 na revista científica Cortex, realizada por pesquisadores da Harvard Medical School e do VA Boston Healthcare System, indicou que uma em cada 33 pessoas pode apresentar algum grau de cegueira facial.

O levantamento também aponta que uma em cada 47 pessoas convive com a forma leve da condição, enquanto casos graves atingem cerca de uma em cada 108 pessoas.

De acordo com especialistas, os sintomas variam bastante. Em casos leves, a dificuldade acontece ao tentar reconhecer rostos pouco familiares. Já em situações mais severas, o paciente pode não identificar familiares, amigos próximos e até o próprio reflexo no espelho.

A condição pode surgir desde o nascimento, conhecida como prosopagnosia congênita, ou aparecer após lesões cerebrais. Traumas em áreas responsáveis pelo reconhecimento facial, como o lobo occipital e o giro fusiforme, estão entre as principais causas adquiridas.

Muitas pessoas convivem durante anos sem diagnóstico. Isso acontece porque pacientes acabam desenvolvendo estratégias alternativas para reconhecer indivíduos, como identificar a voz, o corte de cabelo, as roupas ou até a forma de andar.

Atualmente, não existe cura específica para a prosopagnosia. O tratamento é baseado justamente em técnicas compensatórias que ajudam o paciente a reduzir os impactos da condição na rotina.

Especialistas alertam ainda que o transtorno pode provocar dificuldades emocionais e sociais. Isso porque pessoas com cegueira facial frequentemente são vistas como desatentas, frias ou pouco simpáticas por não reconhecerem conhecidos em encontros do cotidiano.