A ganância no maior garimpo do mundo: Serra Pelada estreia na Netflix
Elenco traz Juliano Cazarré, Júlio Andrade, Sophie Charlotte, Wagner Moura e Matheus Nachtergaele
A história do maior garimpo a céu aberto do mundo ganha as telas com a estreia de Serra Pelada na Netflix, marcada para o dia 28 de março.
Dirigido por Heitor Dhalia, o longa utiliza um dos episódios mais impressionantes da história recente do Brasil. Sendo assim, constrói um drama visceral sobre a transformação da moral humana diante da promessa de riqueza imediata.
O pano de fundo histórico e a trama
Ambientado na década de 1980, o filme acompanha a jornada de dois grandes amigos paulistanos: Juliano e Joaquim. Movidos pela notícia da descoberta de ouro no Pará, a dupla abandona a civilização em direção ao formigueiro humano que se formava na mata.
O roteiro, escrito por Dhalia em parceria com Vera Egito, explora o contraste entre a esperança inicial e a realidade brutal do garimpo. Enquanto Joaquim luta para preservar seus valores de professor e pai de família, Juliano sucumbe à violência e ao poder, adaptando-se de forma camaleônica ao ambiente onde a lei é ditada pelo cano do revólver.
“A ideia de usar um evento verdadeiro como pano de fundo para uma ficção revela o que o poder, seja ele qual for, costuma fazer com os homens.” Conforme lembra o diretor.
Elenco de peso
Para dar vida a essa narrativa intensa, o filme conta com interpretações potentes de nomes consagrados do cinema nacional:
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Juliano Cazarré como Juliano;
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Júlio Andrade como Joaquim;
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Sophie Charlotte como Tereza;
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Wagner Moura como Lindo Rocha;
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Matheus Nachtergaele como Carvalho.
A presença de Wagner Moura, que também assina a produção, traz uma camada extra de tensão ao interpretar um dos personagens mais influentes e perigosos do local.
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O que esperar da produção
Com uma fotografia que destaca a imensidão dos barrancos de terra e a densidade da multidão suada e coberta de lama. Portanto, Serra Pelada não é apenas um filme sobre a busca pelo ouro, mas sobre o desmoronamento de uma amizade.
Por fim, o espectador encontrará uma obra didática e funcional. Sobretudo, porque consegue transportar o público para dentro de um dos cenários mais caóticos da história do Pará.
