O tributo instrumental de George Martin as mulheres das canções dos Beatles

“The Beatle Girls” foi lançado em 1966 com canções instrumentais da obra dos Beatles.

O tributo instrumental de George Martin as mulheres das canções dos Beatles

Em meio à efervescência criativa que marcou Revolver, George Martin encontrou tempo para um projeto paralelo que reforça sua assinatura como o “Quinto Beatle”. Lançado em 1966, “George Martin Instrumentally Salutes ‘The Beatle Girls’” é o terceiro álbum em que o produtor transforma clássicos dos Beatles em versões instrumentais, agora com um recorte curioso: músicas inspiradas em personagens femininas do universo da banda.

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Mesmo com essa proposta, o disco brinca com exceções. O autor Robert Rodriguez aponta que a presença de “Yellow Submarine” é um mistério não explicado, e o conceito de “álbum instrumental” também se desfaz brevemente quando “Eleanor Rigby” surge com vocais — um detalhe que desafia o título, mas revela a liberdade criativa de Martin.

O álbum de certa forma revela que realmente, “And Your Bird Can Sing”, foi inspirada em Marianne Faithfull, na época namorada de Mick Jagger, cuja a música de sucesso era This Little Bird, além do mais, o termo “Bird” representa em uma gíria britânica, mulher.

Gravado logo após as sessões de Revolver, o álbum funciona como uma extensão daquele momento ousado da banda e do produtor, mergulhando em arranjos orquestrais que ampliam a sensibilidade das composições.

Então, confira as Faixas – Lado A

  1. Girl – 2:39

  2. Eleanor Rigby – 2:14

  3. She Said, She Said – 2:49

  4. I’m Only Sleeping – 2:45

  5. Anna (Go to Him) – 3:09

  6. Michelle – 2:56

Faixas – Lado B

  1. Got to Get You into My Life – 2:10

  2. Woman – 2:15 (créditos de Paul McCartney sob o pseudônimo “Bernard Webb”)

  3. Yellow Submarine – 2:44

  4. Here, There and Everywhere – 2:11

  5. And Your Bird Can Sing – 2:09

  6. Good Day Sunshine – 2:07

Portanto, mais do que um álbum de arranjos orquestrais, The Beatle Girls é um retrato de como George Martin reinterpretava o universo beatlemaníaco. Afinal, com elegância e liberdade, revelando nuances que nem sempre emergiam nas gravações originais. E Por fim, reforçando por que sua visão moldou profundamente o som dos Beatles.