Os últimos dias de Keith Moon: tragédia, excessos e um apartamento sinistro

 

Baterista da banda The Who morreu no dia 7 de setembro de 1978

O dia 7 de setembro de 1978 marca um dos momentos mais sombrios na história do rock: a morte de Keith Moon, o baterista carismático e explosivo do The Who. Com apenas 32 anos, Moon já era conhecido por seu estilo de vida agitado e autodestrutivo, marcado pelo abuso de álcool e drogas. Neste artigo, vamos mergulhar nos últimos dias do músico e desvendar os mistérios que envolvem sua trágica partida.

Uma Vida no Limite

Keith Moon era mais do que apenas um baterista. Seu estilo de tocar inovador e sua personalidade excêntrica o transformaram em um ícone do rock. No entanto, seus excessos o levaram a uma espiral descendente, marcada por diversas internações e incidentes.

Nos meses que antecederam sua morte, Moon se apresentava visivelmente debilitado, com o corpo inchado e a saúde fragilizada. Mesmo assim, continuou em turnê com o The Who, promovendo o álbum “Who Are You”. Em uma entrevista para o programa “Good Morning America”, ele admitiu abertamente seu vício em álcool e sua incapacidade de controlar a situação.

Na noite anterior à sua morte, Keith Moon esteve na premiére do documentário The Buddy Holly Story, promovida por Paul McCartney. O baterista vestia uma jaqueta de couro e uma camiseta da banda Wings, e estava acompanhado de sua namorada, Annette Walter-Lax. Naquela época, Moon enfrentava crises de desmaios devido à abstinência. No entanto, existem informações que Keith havia consumido cocaína naquela noite. E ainda segundo Annette, ele estava inquieto e o casal saiu pouco antes do filme acabar.

Ao retornarem para o apartamento no edifício Curzon Place, em Mayfair, Londres, Keith assistiu à comédia O Abominável Dr. Phibes. Comeram costelas de cordeiro e foram dormir as 4 da manhã. Antes, Moon tomou cápsulas do remédio clometiazol, para abstinência de álcool. O baterista acordou as 7h30 e comeu mais cordeiro, tomou mais cápsulas e adormeceu novamente. Annette conta que como Keith roncava muito, ela foi dormir na sala, quando acordou às 3h40 da tarde já encontrou Keith Moon morto, de bruços na cama.

A autópsia revelou que, das 32 cápsulas ingeridas, o organismo havia absorvido seis, enquanto 26 ainda permaneciam no estômago.

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Apartamento sinistro

O apartamento onde Keith Moon morava pertencia ao músico Harry Nilsson e já havia sido cenário de outra tragédia no rock: a morte de Mama Cass, do The Mamas and the Papas, em 1974. Cass morava no mesmo local onde Keith faleceu. Contudo, apesar dos rumores de que ela teria se engasgado com um sanduíche, na realidade, ela já havia passado mal na noite anterior, durante uma apresentação em um programa de TV.

Por fim, após as duas fatalidades no apartamento, Nilsson decidiu vendê-lo. O imóvel acabou comprado por Pete Townshend, guitarrista do The Who.