“She Loves You”: Paul McCartney diz que George Martin achou parte da canção brega.

“She Loves You” foi lançada em compacto simples ao lado de “I`ll Get You” em 1963

“She Loves You”, lançada em 23 de agosto de 1963, foi a canção responsável por impulsionar a Beatlemania no Reino Unido. Meses depois, em fevereiro de 1964, a música alcançou o topo das paradas nos Estados Unidos, desbancando “I Want To Hold Your Hand”. O sucesso foi imediato, tornando-se um hit global.

A ideia para a composição de “She Loves You”, criada por John Lennon e Paul McCartney, surgiu durante uma turnê ao lado de Gerry and the Pacemakers, Cilla Black e Roy Orbison, que já havia inspirado “Please Please Me”. Paul McCartney trouxe a estrutura de pergunta e resposta da canção “Forget Him”, de Bobby Rydell, o que ajudou a moldar o estilo único da faixa.

Lennon e McCartney finalizaram a música na casa de Paul McCartney, em Forthlin Road, Liverpool. Ao apresentá-la para Jim McCartney, pai de Paul, receberam uma sugestão inusitada: substituir o famoso “Yeah, Yeah” por “Yes, Yes”, por parecer mais britânico. No entanto, a mudança nunca aconteceu.

Inspiração em Elvis.

Na biografia “Paul McCartney”, de Philip Norman, Paul revela que a inspiração para os “Yeahs” veio de “All Shook Up”, de Elvis Presley. Em entrevista ao The Tonight Show com Jimmy Fallon, McCartney relembrou uma crítica do produtor George Martin ao acorde final da música:

“Nós gostávamos de harmonia, era algo legal de se fazer. Nós gostamos do som, então simplesmente montamos assim, na verdade, musicalmente é um acorde de sexta. Então achamos ótimo. Mostramos ao nosso produtor George Martin, e ele disse – Está ótima, mas acho que não deveriam colocar este acorde no final – E nós dissemos mas está ótimo. E ele disse – É muito brega!”

Paul ainda recriou a clássica entonação do último “Yeah” para Jimmy Fallon e explicou:

“Não, nós amamos. E sabe, não entendíamos muito o que era brega ou não.”

O sucesso do “Yeah, Yeah, Yeah” foi tão grande que se tornou marca registrada dos Beatles. Por fim, no Brasil, virou um estilo, o “Iê Iê Iê”, expressão que passou a representar o movimento do rock da Jovem Guarda dos anos 60. Veja a entrevista: