Roger Waters critica ação dos EUA e defende a soberania da Venezuela
Fundador do Pink Floyd publicou um vídeo nas criticando a operação norte-americana de captura de Maduro.

O músico britânico Roger Waters, um dos fundadores do Pink Floyd, voltou a usar suas redes sociais para se posicionar sobre temas geopolíticos. Desta vez, o artista criticou duramente a atuação dos Estados Unidos na Venezuela, após a captura do presidente Nicolás Maduro por forças norte-americanas.
Em sua declaração, Waters classificou a operação como uma grave violação da soberania venezuelana, afirmando que o episódio representa mais um capítulo do que ele chama de política intervencionista de Washington na América Latina. Segundo o músico, ações desse tipo desrespeitam o direito dos povos de decidirem seus próprios caminhos.
“É 11h da manhã, 3 de janeiro de 2026. Estamos todos estuprados por este ato de agressão selvagem do Império das Nações Unidas na América, nos nossos irmãos e irmãs e
companheiros, na Venezuela, na grande e maravilhosa expressão da Revolução Bolivariana.
Estamos com você, nenhum de nós, em todo o mundo”. Falou no vídeo.
E ainda completou. “Se eu fosse um homem de oração, eu estaria orando agora pelo Presidente Maduro. Eu não sou um homem de oração, mas eu sou um homem ativo, e eu faria qualquer coisa para apoiar a Venezuela”.
“Estamos com vocês”. Conforme finalizou Waters.
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A manifestação reforça o histórico de ativismo político de Roger Waters, conhecido por se posicionar contra guerras, sanções econômicas e intervenções militares. Nos últimos anos, o músico tem defendido o governo venezuelano e criticado medidas internacionais que, segundo ele, aprofundam crises sociais e humanitárias.
Contudo, o governo dos Estados Unidos sustenta que a ação está ligada a acusações formais contra Nicolás Maduro, incluindo crimes relacionados ao narcotráfico. A ofensiva elevou a tensão diplomática na região e reacendeu o debate global sobre os limites da atuação internacional em países soberanos.
Portanto, o posicionamento de Waters rapidamente repercutiu nas redes sociais. Sobretudo dividindo opiniões entre apoiadores. Afinal, sua visão crítica o imperialismo e apontam contradições ao ignorar denúncias de violações de direitos humanos no país sul-americano.