Ribeirão da ilha onde o vento sul bate forte.

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Vento sul no Ribeirão.

O lugar onde bate um vento sul, frio e forte, a história, gastronomia e cultura em um dos lugares mais típicos de Florianópolis – Ribeirão da ilha. 

Um bairro tranquilo no sul da capital, repleto de pescadores, contadores de casos, benzedeiras, ideal para os passeios de fim de tarde. O Ribeirão da Ilha é considerado um dos berços do nascimento da cultura de Florianópolis, por lá chegaram os imigrantes açorianos trazendo na mala os ensinamentos da pesca, arquitetura assim como a boa mesa. 

Divulgação PMF

Ribeirão da ilha é famosa por ter um grande número de fazendas marinhas de moluscos. Tanto é, que 90% das ostras consumidas no Brasil saem dessa região de Florianópolis. 

Além disso, os restaurantes do bairro recebem turistas e moradores interessados na iguaria durante o ano todo, representando uma das principais fonte de renda de moradores, tendo em vista que a cadeia produtiva envolve, pescadores, transporte, armazenamento, distribuição, importação e a venda local, tanto no comércio bem como nos restaurantes. 

Foto Daniel Vianna MTur

A cultura do Ribeirão da ilha, já foi tema de livros e publicações como do professor e escritor, Nereu do Vale Pereira, em obras que analisam desde o conteúdo social, bem como o desenvolvimento e modernização. 

Foto Daniel Vianna MTur

O morador e historiador Roberto Nelson Pereira, comenta “As pessoas gostam de ver uma outra Florianópolis, mais tranquila, então aqui no sul da ilha de Santa Catarina nós temos o Ribeirão que desperta ainda a parte construída com a parte natural, uma vegetação mais presente da mata atlântica, as praias que fazem com que as pessoas venham assistir o pôr do sol”. Diz.

Foto Caio Vilella MTur

Registros históricos.

A destacada igreja de Nossa senhora da Lapa, construída em 1763, é um registro vivo da história do Ribeirão da ilha.  São arte sacras, pinturas da sagrada família, os reis magos, Cristo crucificado, São João Baptista e Santa Cecília compondo o interior da Igreja. Outro lugar é o Ecomuseu, uma propriedade de 1794, que tem no seu acervo, a casa de farinha, objetos, móveis e utensílios de época.

O Artesanato também é uma das fontes de renda e preservação da cultura do Ribeirão da ilha. Seja na transformação de conchas em arte, bem como nas obras das tradicionais rendeiras. Acima de tudo, nas ruas do Ribeirão existem diversas lojinhas de artesanato, mantendo viva a relação do lugar que vivem com a arte. 

Divulgação PMF

Por fim, conta a história que o navegador Sebastião Caboto chegou na região em 1526, ficando por quatro meses para reparar sua embarcação. Dizem que foi ele quem trocou o nome de ilha dos patos para ilha de Santa Catarina. Contudo, só não se sabe ao certo se foi para homenagear a esposa, Catarina Medrano ou Santa Catarina de Alexandria. 

Sandro Abecassis

Publicitário, radialista, pós graduado em educação inclusiva e gestão executiva de projetos.

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