Pink Floyd: saiba quem é o homem por trás da risada em ‘Brain Damage’
A faixa contém referências diretas a Saúde Mental de Syd Barret
A faixa “Brain Damage” integra o álbum The Dark Side of the Moon (1973) do Pink Floyd. A composição de Roger Waters aborda o tema da insanidade. Portanto, a música funciona como uma homenagem direta ao ex-membro Syd Barrett.
Roger Waters confirmou que a letra trata da deterioração mental de Barrett. O co-fundador da banda se afastou do grupo no final dos anos 1960. Afinal, o uso de alucinógenos contribuiu para esta mudança na vida de Barrett.
Um trecho da letra possui uma referência médica. A frase “You raise the blade, you make the change” (“Você levanta a lâmina, você faz a mudança”) remete à prática da lobotomia frontal.
No entanto, outra linha importante aborda o colapso no palco. A menção “if the band you’re in starts playing different tunes” (“se a banda em que você está começa a tocar músicas diferentes”) descreve Syd Barrett tocando canções erradas durante apresentações ao vivo. Este foi um dos vários sintoma dos seus problemas de saúde.
Por outro lado, o verso “The lunatic is on the grass” (“O lunático está na grama”) tem origem em placas de parques. Roger Waters se referia a avisos como “Mantenha-se Fora da Grama”. Contudo, ele via como irracional a atitude de proibir o uso do espaço público.

Peça única
A canção encerra o disco e entra de forma ininterrupta na faixa seguinte. “Brain Damage” e “Eclipse” são consideradas uma peça musical única no álbum. Rádios costumam tocar as duas canções juntas.
Uma curiosidade, a risada presente na faixa não pertence aos músicos. O som é creditado a Peter Watts, road manager da banda, pai da atriz Naomi Watts. Peter trabalhou com a banda entre 1968 e 1974, e morreu em 1976 aos 30 anos devido uma overdose de heroína. Naomi na época tinha apenas 8 anos.
Outra curiosidade o título “Brain Damage” não foi o nome inicial da canção, que na realidade tinha o nome de “Lunatic”
Por fim, em 2023 — ano em que The Dark Side of the Moon celebrou seu cinquentenário — o clássico ganhou duas novas edições. A primeira, um box comemorativo oficial lançado pelo Pink Floyd. A segunda, uma versão totalmente regravada por Roger Waters, intitulada The Dark Side of the Moon Redux, que acabou apelidada de “Palestrinha” por trazer faixas reimaginadas e recheadas de longas reflexões do baixista sobre a própria obra.