O simbolismo oculto por trás do caixão da mãe de Victor Frankenstein”
O caixão traz um simbolismo que define a tragédia e a obsessão de Victor Frankenstein
Em Frankenstein de Guillermo del Toro, da Netflix, a morte não é um fim, mas um ponto de partida visual e temático. O caixão da mãe de Victor (Baronesa Claire Frankenstein, interpretada por Mia Goth) é mais do que um adereço de cena; é uma peça central de profundo simbolismo gótico.
A Cápsula da Imortalidade: Caixões Fisk
Del Toro inspirou-se nos autênticos Caixões Fisk (ou Fisk Metallic Burial Cases). Essas cápsulas de metal hermeticamente seladas. Populares no século XIX, foram criadas com o objetivo de preservar corpos eternamente. Sobretudo, refletindo uma obsessão social com a morte e uma recusa visceral em aceitar a perda — um tema que ressoa profundamente com a motivação de Victor Frankenstein.
Essa escolha visualmente impactante estabelece o tom da jornada de Victor:
- Ciência Contra a Natureza: O design do caixão, que é mais uma máquina de preservação do que um receptáculo de descanso, sublinha a arrogância científica da época e a busca de Victor para “enganar” a mortalidade, mesclando luto, ciência e arte em uma única imagem.
- Luxo e Poder: Historicamente, os caixões Fisk eram um artigo de luxo reservado à elite rica e poderosa. Isso adiciona uma camada de significado ao contexto da família Frankenstein. Portanto, destacando não apenas a tragédia pessoal, mas também o privilégio de Victor e o ego da sua linhagem.
Ao empregar esse detalhe histórico e visualmente rico, Del Toro transforma o objeto de luto no catalisador que impulsiona a ambição sombria de Victor para desafiar a natureza e criar vida a partir da morte.
Por fim, Frankenstein já está disponível na Netflix. O filme conta com aprovação de 99% do público do Rotten Tomatoes.
