O que é glioma, o tumor raro que matou atriz de “The Walking Dead”
A atriz norte-americana Kelley Mack, conhecida por papéis em séries como The Walking Dead, Chicago Med e 9-1-1, faleceu no último dia 2 de agosto, aos 33 anos, em decorrência de um glioma no sistema nervoso central — um tipo de tumor cerebral raro e agressivo. A informação foi confirmada pela família em comunicado à imprensa.
O que é o glioma?
O glioma é um câncer que se origina nas células gliais, estruturas que dão suporte aos neurônios no cérebro e medula espinhal. Sendo assim, quando sofrem mutações genéticas, essas células podem gerar tumores que afetam funções neurológicas vitais. Como por exemplo, fala, coordenação motora, visão e memória.
Entre os subtipos mais conhecidos estão:
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Astrocitomas: podem ser benignos (graus 1 e 2) ou altamente agressivos (graus 3 e 4).
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Oligodendrogliomas: segundo mais comum, com evolução variando conforme o grau.
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Meningiomas: mais frequente em mulheres, relacionados a hormônios e gravidez, com menor taxa de malignidade.
O tipo que atingiu Kelley Mack foi descrito como raro e de difícil tratamento, o que indica resistência a cirurgia, radioterapia e quimioterapia.
Sinais de atenção
Segundo especialistas do Instituto Vencer o Câncer, não há exames de rotina para detectar tumores cerebrais precocemente. Porém, alguns sintomas podem funcionar como alerta:
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Dor de cabeça persistente
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Crises convulsivas
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Alterações de comportamento
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Dormência no rosto ou sensibilidade corporal
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Dificuldade de locomoção (mais comum em crianças)
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Vômitos, fraqueza, visão dupla
Em caso de suspeita, exames como ressonância magnética ou tomografia computadorizada do crânio são os mais indicados.
Fatores de risco
Diferente de outros tipos de câncer, álcool e cigarro não estão diretamente associados ao desenvolvimento de gliomas. Entre os principais fatores de risco conhecidos estão:
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Exposição à radiação ionizante (como acidentes nucleares)
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Predisposição genética
Tratamento
Por fim, o tratamento inicial costuma ser cirúrgico, com remoção do tumor sempre que possível. Em seguida, são indicadas sessões de radioterapia e quimioterapia. No entanto, a taxa de reincidência é alta, dependendo do tipo, localização e gravidade do tumor.