O crime perfeito existe? O filme que coloca Hopkins e Gosling em um duelo psicologico
Anthony Hopkins e Ryan Gosling se enfrentam em um tenso duelo psicológico
O suspense psicológico “Um Crime de Mestre” (Fracture), estrelado por Anthony Hopkins e Ryan Gosling, explora o tenso duelo de inteligências em um tribunal. O filme já está disponível na Netflix e conta com a direção de Gregory Hoblit.
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A trama tem início com Ted Crawford (Hopkins), um engenheiro que, após descobrir uma traição, atira na esposa e confessa o crime à polícia com absoluta frieza e cálculo. O caso, à primeira vista, parece uma vitória fácil para o promotor Willy Beachum (Gosling), um jovem ambicioso prestes a ascender na carreira.
Entretanto, o que se revela é um intrincado e minucioso jogo de gato e rato. Crawford, um manipulador por excelência, decide se representar no tribunal. Ele constrói uma defesa labiríntica que desmantela metodicamente as evidências apresentadas pela promotoria, transformando a corte em um palco para o seu intelecto.
A partir desse ponto, a narrativa se concentra na intensa disputa psicológica, onde Beachum precisa desesperadamente encontrar uma falha no plano perfeitamente arquitetado de Ted. Essa dinâmica é sublinhada por diálogos afiados, como a troca crucial em que Crawford expõe sua filosofia sobre a fragilidade humana:
Crawford: “Se olhar bem, verá que todos têm um ponto fraco que aparecerá cedo ou tarde.” Beachum: “Você está procurando o meu?” Crawford: “Eu já achei o seu.”
Esta interação é o reflexo do embate intelectual que sustenta toda a narrativa.
Portanto, “Um Crime de Mestre” se destaca por ir além do thriller policial comum. Afinal, oferece um estudo detalhado sobre manipulação e a busca por poder no sistema legal. E por fim, a atuação impecável de Anthony Hopkins e Ryan Gosling torna o filme um estudo de personagem obrigatório para os fãs do gênero.
