Móveis feitos de pele humana: o horror descoberto na casa de Ed Gein
Dentro da casa do terror: os móveis humanos de Ed Gein, o verdadeiro “monstro de Wisconsin”
O que parece o cenário de um filme de terror era, na verdade, a casa real de um dos criminosos mais perturbadores da história americana: Ed Gein. Em 1957, quando a polícia entrou em sua fazenda em Plainfield, Wisconsin, encontrou um verdadeiro museu de horrores — móveis e objetos feitos de pele, rostos e ossos humanos.
Entre os achados macabros havia cadeiras, abajures, tigelas, máscaras. Assim como, um cinto de mamilos, uma caixa cheia de narizes e até um rosto usado como puxador de cortina. Tudo confeccionado com partes de corpos que Gein retirava de túmulos locais.
Apesar de apenas dois assassinatos confirmados, o nome de Ed Gein ficou marcado por sua doença mental e obsessão pela mãe morta, que o levou a tentar confeccionar um “traje de mulher feito de pele humana”. Ele acreditava que, ao vestir essa macabra criação, poderia “tornar-se ela”.
Preso em 1957, Gein foi considerado legalmente insano. Portanto, passou o restante da vida internado no Hospital Estadual de Mendota, onde morreu em 1984, aos 77 anos.
Mas seu legado sombrio ultrapassou as páginas policiais. O caso de Ed Gein inspirou alguns dos maiores ícones do cinema de terror, entre eles:
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Norman Bates, de Psicose (1960)
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Leatherface, de O Massacre da Serra Elétrica (1974)
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Buffalo Bill, de O Silêncio dos Inocentes (1991)
Mais do que um criminoso, Ed Gein se tornou um símbolo do terror psicológico, representando a linha tênue entre o real e o imaginário. Sua história moldou a estética do horror moderno, transformando tragédia e loucura em mitos que continuam a povoar o imaginário popular.

