John Bonham: o lado explosivo do baterista do Led Zeppelin que marcou a história do rock
Histórias revelam comportamento intenso e episódios polêmicos de “Bonzo” nos bastidores da banda nos anos 1970
O baterista John Bonham, do Led Zeppelin, ficou marcado não apenas pelo talento explosivo nas baquetas, mas também por uma personalidade igualmente intensa fora dos palcos. Relatos de bastidores revelam que, no auge da banda nos anos 1970, o músico protagonizou episódios cercados por excessos, impulsividade e comportamentos extremos.
Um dos casos mais emblemáticos aconteceu em meados da década de 70, em Los Angeles, quando o Led Zeppelin já estava há quase um ano longe de casa. Bonzo entrou no bar Rainbow e pediu vinte doses de Black Russian, consumindo metade delas de uma só vez.
Ao girar o banco, reconheceu a socialite Michelle Myer, ligada ao produtor Kim Fowley, que jantava no local e sorriu ao vê-lo. A reação foi inesperada: visivelmente alterado, Bonham se aproximou cambaleando e desferiu um soco em seu rosto, derrubando-a da cadeira. “Nunca mais olhe para mim desse jeito!”, teria gritado. O episódio é citado na biografia “Led Zeppelin: quando os gigantes caminhavam sobre a terra”.
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Em outra ocasião, durante um voo de Los Angeles rumo a Munique — onde a banda gravaria o álbum Presence — Bonham consumiu diversas garrafas de champanhe e vinho branco, causando confusão na primeira classe. A situação chegou a tal ponto que, quando ele adormeceu, passageiros pediram que não fosse acordado nem mesmo durante o serviço de bordo.
Ao despertar, percebeu que havia urinado na própria roupa e passou a gritar por Mick Hinton, seu roadie, exigindo ajuda. Hinton teve que improvisar uma “barreira” para que o baterista trocasse de roupa. Em seguida, Bonham ainda obrigou o assistente a sentar no assento sujo, enquanto ele ocupava o lugar de Hinton na classe econômica.
Recado para Tommy Bolin.
Outro episódio marcante ocorreu em janeiro de 1976, em Nova York. Durante uma parada da banda na cidade, Bonzo saiu para curtir a noite e descobriu que o Deep Purple se apresentava. Já embriagado, invadiu o palco, pegou o microfone e anunciou: “Meu nome é John Bonham, do Led Zeppelin, e só quero dizer que estamos lançando um novo álbum chamado ‘Presence’, e é muito bom”.
Na sequência, ainda provocou o guitarrista Tommy Bolin, que havia substituído Ritchie Blackmore, afirmando que ele “não poderia tocar por uma mixaria”. Bolin morreria meses depois, em dezembro daquele mesmo ano.
Por fim, a trajetória de excessos de Bonham teve um desfecho trágico. O baterista morreu em 25 de setembro de 1980, aos 32 anos, vítima de asfixia após consumir uma grande quantidade de álcool. Portanto, encerrando de forma precoce a história de um dos músicos mais influentes do rock.

