Jaqueta de Dinho dos Mamonas Assassinas é encontrada intacta 30 anos após enterro

Exumação dos Mamonas Assassinas revela detalhe emocionante após 30 anos

A exumação dos corpos dos integrantes dos Mamonas Assassinas, realizada nesta segunda-feira (23) em Guarulhos, trouxe à tona um detalhe que comoveu a família do vocalista Dinho. A jaqueta usada no enterro do cantor foi encontrada preservada dentro do caixão, mesmo após três décadas.

Ao jornal O Globo, o primo do artista e CEO da marca ligada ao grupo, Jorge Santana, afirmou que o estado da peça surpreendeu os familiares. Segundo ele, a roupa parecia ter sido colocada recentemente, apesar do tempo transcorrido. O momento foi considerado um dos mais marcantes do procedimento.

A exumação faz parte de um projeto de homenagem que prevê a criação de um memorial vivo dedicado aos músicos. A cerimônia de inauguração será aberta ao público e gratuita, marcada para esta sexta-feira (27), às vésperas dos 30 anos do acidente aéreo que matou a banda.

Memorial com árvores e tecnologia interativa

A iniciativa é fruto de uma parceria entre as famílias dos artistas e o BioParque Cemitério de Guarulhos. O projeto inclui a cremação de uma pequena parte dos restos mortais, que será transformada em adubo para o plantio de cinco árvores, uma em homenagem a cada integrante.

As sepulturas permanecerão preservadas e abertas para visitação. O novo espaço ficará atrás dos túmulos e contará com totens informativos, QR Codes, atividades interativas e um espaço temático dedicado ao grupo.

As cinzas serão colocadas em urnas biodegradáveis junto às sementes escolhidas pelas famílias. O crescimento das árvores poderá ser acompanhado por meio de uma plataforma digital, desde a germinação até o plantio definitivo. Cada árvore terá identificação própria e um totem com QR Code reunindo fotos, vídeos e relatos, transformando o local em ponto de encontro para fãs.

Tragédia que marcou o Brasil

Os Mamonas Assassinas estavam no auge do sucesso quando morreram em 2 de março de 1996. Após um show em Brasília, a aeronave que transportava o grupo colidiu com a Serra da Cantareira durante a aproximação para pouso em Guarulhos. Todos os ocupantes morreram, e a tragédia provocou uma das maiores comoções da história recente da música brasileira.

Trinta anos depois, o novo memorial busca manter viva a memória da banda que marcou gerações com irreverência, humor e um fenômeno de popularidade raramente visto no país.