Irmão de Eliza Samudio se pronuncia após passaporte da modelo ser encontrado
Passaporte encontrado em Portugal reacende dor e irmão de Eliza Samudio desabafa.
O nome de Eliza Samudio, assassinada em 2010, voltou a ocupar o centro das atenções nesta semana e provocou forte comoção nas redes sociais. A repercussão começou após a revelação de que um passaporte em nome da modelo teria sido encontrado dentro de uma residência em Portugal, reacendendo dúvidas, teorias e lembranças dolorosas para a família.
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O surgimento do documento, mais de uma década após o crime que chocou o Brasil, fez com que o caso voltasse ao debate publicamente, mesmo sem novas conclusões oficiais.
“Mexeu com o psicológico”, diz o irmão
Diante do impacto da notícia, Arlie Moura, irmão de Eliza, hoje com 27 anos, decidiu se manifestar. Em seu relato, ele deixou claro que o reaparecimento do passaporte teve um efeito emocional profundo.
“Mexeu com o psicológico. Deu uma balançada de novo”, afirmou.
Arlie confirmou que o documento pertence à irmã, mas ressaltou que ainda existem muitas perguntas sem resposta.
“O passaporte é da Eliza. Agora é preciso investigar se ele foi perdido, se houve roubo, o que aconteceu em relação a isso”, destacou.
Documento levanta mais perguntas do que respostas
Segundo o irmão da modelo, o que mais causa estranhamento é o fato de o passaporte estar em um imóvel alugado no exterior e só agora vir a público.
“O motivo de ele estar guardado naquela casa e só agora ser divulgado também precisa ser apurado”, disse.
Apesar das especulações que surgiram nas redes sociais, Arlie foi categórico ao afirmar que não acredita que Eliza esteja viva. Para ele, as conclusões das investigações sobre o caso permanecem consistentes.
Ainda assim, pediu cautela diante das teorias:
“Seria bom se realmente ela estivesse viva, mas temos que esperar para saber o que aconteceu, aguardar as autoridades darem esse veredito pra gente.”
Memórias curtas e uma despedida precoce
Ao relembrar a convivência com a irmã, Arlie contou que o contato entre os dois foi breve. Contudo, eles chegaram a morar juntos em Campo Grande, quando ele ainda era bebê e Eliza tinha apenas 14 anos. Anos depois, perderam o contato definitivo quando ela se mudou para São Paulo.
“Foi a última vez que tenho recordação de a gente se encontrar”. Conforme relembrou.
Pouco tempo depois, Eliza Samudio desapareceu, encerrando de forma trágica uma história que, mesmo após tantos anos, segue aberta na memória coletiva do país.
