Hayley Williams manda recado: “Não quero racistas por perto”

Vocalista revelou que na próxima turnê não quer ver racistas e sexistas nos shows.

Hayley Williams, vocalista do Paramore, utilizou sua voz para estabelecer um limite claro sobre a inclusão em sua próxima série de shows. A artista foi enfática ao declarar que atitudes racistas, sexistas ou anti-trans não serão toleradas, garantindo que o palco seja um espaço de união e respeito.

✅Entre no nosso canal do WhatsApp

A turnê do Paramore começará em 27 de março em Atlanta e seguirá para a Europa em junho, com datas marcadas em Londres, Manchester, Glasgow e Dublin.

Apesar de estender o convite a todos, Williams fez questão de traçar uma linha ética, com foco na proteção da comunidade de fãs. As citações originais da cantora foram mantidas conforme sua solicitação:

“Sintam-se todos bem-vindos”. Mas ponderou. “Não quero racistas por perto, nem pessoas sexistas por perto, nem pessoas que pensem que pessoas trans são um fardo.”

Ela expressou sua esperança de que a seleção do público ocorra de forma natural, sem a necessidade de confrontos diretos:

“Acho que essa é uma linha dura para mim agora. Espero que aconteça naturalmente que as pessoas que abrigam essas ideologias prejudiciais não se sintam bem-vindas, porque entrarão pela porta e perceberão que a gangue está toda aqui, toda unida em torno de algo positivo,” ela continuou. “Todos são bem-vindos se você acredita que todos deveriam ser bem-vindos… Se você não acredita nisso, você não é bem-vindo!”

O Gênero e o Ativismo de Williams

A postura de Williams não fica isolada. A cantora tem um histórico de ativismo, tendo recusado uma honraria do estado do Tennessee como forma de protesto contra a gestão do governo republicano. “O racismo flagrante da nossa liderança estatal é embaraçoso e cruel,” disse ela na época. “Eu, assim como o Paramore, continuaremos a incentivar os jovens a comparecerem para votar pensando na igualdade.”

Além disso, a artista revelou que, em 2022, chegou a deixar de tocar violão no palco por causa de comentários sexistas. “Eu nem ouso, porque eu amo tocar violão, mas não sei se eu conseguiria lidar”, lamentou.

Ela defende uma arte desvinculada de rótulos: “Eu nem penso realmente no meu gênero, especialmente quando tocamos a música. Simplesmente não faz parte do quadro.” Conforme contou.

Apesar das tensões fora dos palcos, o trabalho solo de Williams segue sendo aclamado. Seu mais recente álbum, “Ego Death at a Bachelorette Party”, recebeu uma indicação a quatro Grammys, incluindo a categoria de Melhor Álbum de Música Alternativa, provando que, nas palavras da própria crítica, “essas músicas podem ser sobre segundas chances perdidas, mas Williams certamente está aproveitando ao máximo as delas.”