Fantástico Caramelo lança seu segundo disco: “Nas Colinas Astrais”
Banda catarinense mostra seu lado místico enquanto transita pelo rock alternativo, o indie pop e a psicodelia
Foto: Eduardo Pasqualini
Neste ano, a banda catarinense Fantástico Caramelo lançou os singles que compõem seu segundo álbum, Nas Colinas Astrais. Este trabalho revela um lado mais místico do grupo, explorando temas como astrologia e criando cenários surreais com naves espaciais e pirâmides amazônicas. A sonoridade do álbum é uma mistura de rock alternativo, indie pop e psicodelia, com muitos sintetizadores e riffs de guitarra, proporcionando uma viagem musical. Com oito faixas, o álbum traz uma combinação de nostalgia e modernidade. Ouça o álbum aqui.
O disco começa com o single “Formigas Australianas”, lançado em agosto. “Iniciar o álbum com essa faixa é uma escolha ousada, pois ela mistura influências culturais e emocionais. A imagem das formigas carregando migalhas representa nossas memórias e escolhas do passado, que moldam o presente”. Conforme explica Nayara Lamego, vocalista e compositora da banda.
O álbum é resultado da parceria entre Nayara e Henrique Marquez, guitarrista e compositor, com direção musical de Gabriel Alves e participação de Diego Pereira no baixo e Marcelo Sutil na bateria.
A identidade visual do álbum, criada por Grazzus Cunha, é inspirada nos anos 80, uma época marcada pela disco music e melodias espaciais. As ilustrações dos singles e do álbum refletem visualmente as composições.

Sendo assim, a capa do álbum apresenta uma fusão de dois elementos que simbolizam o processo criativo da banda. “Essa junção representa a dualidade da arte e da vida, unindo o passado nostálgico ao presente audacioso. A paleta de cores é uma homenagem aos anos 80, com uma atmosfera etérea e futurista”, afirma Grazzus Cunha.
Faixa a Faixa
“Formigas Australianas” abre o disco com referências a temas esotéricos e uma sonoridade que transita entre o rock psicodélico e o indie, evocando influências de bandas como Pixies e Engenheiros do Hawaii.
“Melhor Assim” é uma faixa dançante que aborda mudanças, ego e indiferença, com influências de Os Mutantes, Pink Floyd e Boogarins, além de sintetizadores inspirados em The Doors e Pond.
“Goteira de Amor”, cantada em português, espanhol e inglês, combina indie, pop e reggae. “Para mim, fala sobre escolhas e sobre evitar amores rasos”, diz Nayara Lamego.
“Spaceship” tem letra em inglês e participação de BRVNKS. A faixa, influenciada por ABBA, Pixies e The Strokes, fala sobre o desejo de explorar o desconhecido, com uma perspectiva alienígena.
“Quase Virei Astróloga” mistura ironia, temas esotéricos e influências de rock gaúcho, surf music e trilhas de faroeste.
“Salada de Flores” evoca um ambiente boêmio, explorando o sofrimento por amor com um eu lírico em busca de respostas no tarot.
“Antes dos 30” retrata o desejo de sucesso antes dos 30 anos, com influências de The Doors, psicodelia dos anos 60, blues, indie rock e bossa nova.
Por fim, o álbum encerra com “Alquimia”, uma faixa de indie pop psicodélico que vai da MPB ao rock nacional, com influências de Pink Floyd e outros ícones da psicodelia. Então, ouça: