Charlie Sheen fala sobre carreira, vícios e família em documentário.

Documentário traz depoimentos tanto de afetos como desafetos.

Charlie Sheen, um dos astros mais conhecidos de Hollywood e ex-ator mais bem pago da televisão norte-americana, compartilha sua história sem filtros na nova série documental “aka Charlie Sheen”, que estreia nesta quarta-feira (10) na Netflix nos Estados Unidos.

Contudo, o documentário ainda não tem previsão de lançamento no Brasil. A produção mergulha na vida do ator de 60 anos, sete anos sóbrio e afastado dos holofotes, abordando carreira, vícios e relações familiares.

Filho de Martin Sheen, referência no cinema, Charlie e seus três irmãos seguiram os passos do pai na sétima arte. Com quase cinco décadas de carreira, ele criou laços com grandes nomes do show business, incluindo amigos como Sean Penn e desafetos públicos como Jon Cryer e Chuck Lorre, co-protagonista e criador de Dois Homens e Meio, série que marcou a primeira década dos anos 2000.

O documentário detalha o período conturbado de Sheen na série, quando abandonou o elenco após a oitava temporada devido a problemas com drogas, álcool e conflitos no set. Cryer relembra momentos difíceis: “Você queria gostar dele porque ele era charmoso e inteligente”. Além dos três, a série traz depoimentos de ex-esposas de Charlie, Brooke Mueller e Denise Richards, do irmão Ramon Estevez e do ator Chris Tucker.

Remorsos e relações familiares

O relacionamento com a filha Lola Sheen, de 20 anos, também é destaque. No trailer, a jovem aparece abraçando o pai e refletindo sobre os desafios do vício de Sheen: “Você não pode ter um relacionamento com uma pessoa que está passando por um vício”. O ator admite ter machucado quem ama e comenta sobre seu pai: “Eu não consigo imaginar ser meu pai”. Para ele, abrir o coração é um processo disruptivo, quase terapêutico: “As coisas que pretendo compartilhar, fiz um voto sagrado de revelar somente a um terapeuta”.

Vício e polêmicas

O documentário aborda ainda o vício em drogas e álcool, com depoimentos de Heidi Fleiss, conhecida como “Cafeteira de Hollywood”, e do traficante Marco, fornecedor das substâncias. Charlie comenta que, no início, parecia que tudo estava sob controle, mas depois a situação se agravou, incluindo o uso de crack. Ele também relembra relacionamentos com homens, iniciados durante o período de dependência química, e afirma: “Eu virei o cardápio! Não vou fugir do meu passado, nem deixar que ele me defina. É libertador apenas falar sobre coisas”.

Portanto, com revelações intensas e depoimentos de familiares, amigos e ex-parceiros, “aka Charlie Sheen”. Ou seja, é um retrato honesto de uma carreira brilhante marcada por altos e baixos. E acima de tudo, mostrando o lado humano de um dos atores mais polêmicos e carismáticos de Hollywood. Então, confira o trailer: