Brigitte Bardot: viúvo revela motivo da morte da atriz
A atriz decidiu abandonar a carreira artística ainda jovem para se dedicar a causa animal.

Brigitte Bardot morreu no dia 28 de dezembro de 2025, aos 91 anos. O funeral da atriz francesa foi realizado nesta quarta-feira (7), em Saint-Tropez, no sul da França, reunindo familiares e pessoas próximas à artista que marcou gerações do cinema mundial.
Durante a cerimônia, Bernard d’Ormale, viúvo de Brigitte Bardot, revelou à revista Paris Match a causa da morte. Segundo ele, a atriz enfrentava um câncer havia algum tempo, doença que se agravou nos últimos meses de vida.
De acordo com o marido, Bardot passou por um período de grande fragilidade física e expressou o desejo de permanecer em casa até o fim.
“Em momentos de sofrimento físico, ela chegou a dizer que estava farta e queria ir embora. Brigitte insistiu que queria passar seus últimos dias em casa e não em um hospital”. Conforme relatou. Ainda segundo d’Ormale, a atriz estava acamada, sentia desconforto constante, mas permaneceu consciente e lúcida, mantendo até o fim sua preocupação com a causa animal.
Em outubro de 2025, Brigitte Bardot havia ficado internada por cerca de três semanas após passar por uma cirurgia. Na época, os detalhes não foram divulgados, e a internação foi atribuída apenas a uma “doença grave”.
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Das telas para outras causas.
Ícone do cinema francês e símbolo de uma era, Brigitte Bardot se afastou dos holofotes ainda relativamente jovem para se dedicar integralmente a defesa dos direitos dos animais, tornando-se uma das ativistas mais conhecidas do mundo nessa causa.
Ao longo da carreira, Brigitte Bardot protagonizou alguns dos filmes mais emblemáticos do cinema europeu, tornando-se um ícone dos anos 1950 e 1960.
Entre seus trabalhos mais famosos estão E Deus Criou a Mulher (1956), que a lançou ao estrelato internacional; O Desprezo (1963), dirigido por Jean-Luc Godard; Viva Maria! (1965), ao lado de Jeanne Moreau; A Verdade (1960), drama que revelou seu lado mais intenso como atriz. Assim como, As Aventuras de Till Eulenspiegel (1956); Histórias Extraordinárias (1968), dirigido por Federico Fellini, Louis Malle e Roger Vadim. E por fim, Don Juan 73 (1973), um de seus últimos filmes antes de se afastar definitivamente do cinema.