Andreas Kisser critica fãs de metal: “São os caras mais chatos que tem”.

Fala de Andreas Kisser, aconteceu durante o podcast “Papo Com Clê”

O guitarrista do Sepultura, Andreas Kisser, fez revelações sinceras sobre o cenário do rock e, principalmente, do metal durante uma entrevista ao podcast “Papo Com Clê”. Os vídeos de cortes da entrevista têm viralizado, especialmente o trecho onde o músico faz uma crítica direta ao comportamento de alguns fãs de heavy metal.

Durante o bate-papo, o apresentador Clemente Magalhães questionou Kisser sobre o motivo de a banda nem sempre estar em alta nas redes sociais ou viralizando hits. O guitarrista explicou que o Sepultura está mais focado no presente e na qualidade da produção do que em tentar agradar tendências.

“Com todo respeito, o fã que se foda”, disparou Kisser ao falar sobre as diferentes características do público. Ele ressaltou que não existe um estereótipo definido para os fãs da banda:

“Tem tia, gente que acompanha há 40 anos, gente que começou a ouvir ontem. Tem cara que curte reggae, tem surfista, ator de TV. Não tem um estereótipo, ‘o fã do Sepultura’.”

Para o músico, criar arte pensando exclusivamente no que os fãs querem não é o caminho para a autenticidade:

“Como você vai fazer arte e música pensando no fã? Isso não é arte, é uma outra forma de escravidão. ‘Ah não, eu preciso fazer o som que o cara lá vai gostar’.

Kisser também não poupou críticas ao comportamento de fãs de metal que, segundo ele, são muito críticos e exigentes:

“O fã de heavy metal é muito chato. São os caras mais chatos que tem, porque estão sempre comparando: ‘ah, o cara não fez aquela nota ao vivo’. Estão sempre presos no passado, no que foi gravado no disco, e esquecem de curtir o show e o momento.” Conforme revelou.

Disco como registro.

O guitarrista ainda destacou que um álbum é apenas o registro de um momento específico, e que as músicas naturalmente evoluem com o tempo. Ele citou Bob Dylan como exemplo, lembrando que o músico não se prende aos arranjos originais das músicas em suas apresentações ao vivo:

“O disco é só um registro do momento. Ele não é a verdade definitiva. As músicas evoluem. Vê o Bob Dylan fazendo um show, por exemplo: o cara toca o que quiser, com o arranjo que quiser. Não é porque foi gravado em 1968 que ele vai fazer igual. É respeitar o presente.”

Por fim, essas declarações reafirmam a autenticidade artística do Sepultura. Sobretudo, o compromisso da banda com sua própria evolução, independente das expectativas externas.