Morte de neta de JFK reacende tragédias e a chamada “Maldição Kennedy”

Tatiana morreu nesta terça-feira, 30 de dezembro, reacendendo as tragédias da família Kennedy.

Morte de neta de JFK reacende tragédias e a chamada “Maldição Kennedy”
Tatiana Schlossberg. US Embassy London, Public domain, via Wikimedia Commons

A morte de Tatiana Schlossberg, neta do ex-presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy, aos 35 anos, reacendeu uma das narrativas mais conhecidas da história política americana: a sucessão de perdas que marcou a família Kennedy ao longo de mais de um século. Tatiana morreu nesta terça-feira (30), após enfrentar um câncer agressivo. Ao tornar público o diagnóstico em estágio terminal, ela afirmou que sua doença representava “mais uma tragédia para a família”.

Jornalista especializada em meio ambiente e mudanças climáticas, Tatiana foi diagnosticada com leucemia mieloide aguda em 2024, pouco depois de dar à luz. Em um artigo publicado meses antes de sua morte, ela revelou ter menos de um ano de vida e descreveu o impacto emocional da doença sobre a mãe e os demais familiares.

A família Kennedy é uma das mais influentes da política dos Estados Unidos, com atuação em cargos diplomáticos, militares e no alto escalão do governo. Ao mesmo tempo, acumulou uma sequência de mortes violentas, acidentes e doenças que levou parte da imprensa a popularizar a expressão “Maldição Kennedy”.

História

Os episódios começam com Joseph Kennedy e Rose Fitzgerald, que se casaram em 1914 e tiveram nove filhos. O primogênito morreu em 1944, aos 29 anos, quando o avião que pilotava na Segunda Guerra Mundial explodiu durante uma missão. Em 1948, a quarta filha do casal morreu em um acidente aéreo na França; quatro anos antes, o marido dela acabou morto em combate.

Morte de neta de JFK reacende tragédias e a chamada “Maldição Kennedy”
Walt Cisco, Dallas Morning News, Public domain, via Wikimedia Commons

John F. Kennedy foi o único da família a chegar à Presidência dos Estados Unidos, em 1961. Ele foi assassinado em 1963, durante um desfile em carro aberto no Texas, em um crime que até hoje alimenta teorias da conspiração. Antes disso, dois de seus filhos morreram ainda bebês. Em 1999, outro filho, John F. Kennedy Jr., morreu aos 38 anos em um acidente aéreo no Oceano Atlântico.

Bob Kennedy. See page for author, Public domain, via Wikimedia Commons

Robert F. Kennedy, irmão de JFK, também seguiu carreira política e foi assassinado em 1968, quando era pré-candidato à Casa Branca. Anos depois, dois de seus filhos morreram de forma trágica: David, em 1984, por overdose, e Michael, em 1997, em um acidente enquanto esquiava. O filho mais novo do casal morreu em 2009, vítima de câncer, após uma vida marcada por episódios dramáticos, incluindo um acidente aéreo do qual sobreviveu.

Impacto saúde.

Tatiana Schlossberg também se posicionou publicamente contra as ideias do primo Robert F. Kennedy Jr., atual secretário de Saúde no governo Donald Trump, criticando sua falta de experiência na área e alertando para os impactos sobre o sistema de saúde americano, do qual ela própria dependia durante o tratamento.

Outras mortes reforçam a sequência de tragédias. Como por exemplo, Mary Richardson Kennedy, segunda esposa de Robert F. Kennedy Jr., morreu por suicídio em 2012. Além de Saoirse Kennedy Hill, neta de Robert, morreu em 2019, aos 22 anos, por overdose acidental.

Portanto, a morte de Tatiana encerra mais um capítulo dessa história marcada por poder, exposição pública e perdas sucessivas. Sobretudo, reacendendo o debate sobre o peso simbólico e real das tragédias que acompanham o sobrenome Kennedy.