“Todos ficaram de boca aberta”: Gilmour revela sua primeira visão de Hendrix
David Gilmour ainda não tinha entrado no Pink Floyd quando viu Hendrix tocar em Londres.
Em uma entrevista detalhada a Rick Beato, músico e produtor do podcast The Studio Interview, David Gilmour abriu o baú de memórias do Pink Floyd, falou sobre o novo álbum solo, “Lucky And Strange”, e narrou o dia em que o mundo do rock mudou para ele: o momento em que viu Jimi Hendrix tocar pela primeira vez.
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Gilmour compartilhou o episódio que ocorreu em uma época em que ele vivia em Londres e enfrentava dificuldades financeiras, antes de se juntar ao Pink Floyd. O cenário era o clube noturno Blaises, em South Kensington.
“Quando eu vivia em Londres e estava completamente sem dinheiro, antes de entrar para o Pink Floyd tinha um clube em South Kensington chamado Blaises. E se você fosse membro do clube custava 5 libras e você poderia ir de graça de segunda a quinta ou terça a quinta. Então, eu ia muito lá. E uma noite eu fui lá estava lotado de pessoas, todos os Beatles, os Stones estavam lá”, relembrou.
A Aparição Extraordinária de Hendrix
O momento de virada veio com a aparição de um guitarrista desconhecido, que hipnotizou a plateia que contava com os maiores nomes da música.
“E em um determinado momento um garoto tira do case uma guitarra, sobe no palco tocando a guitarra ao contrário e ele pluga em um amplificador e começou a tocar e o todos no lugar ficaram simplesmente de boca aberta. Foi altamente extraordinário.”
Essa performance impressionante é provável que tenha ocorrido por volta de 4 de junho de 1967. A data coincide com a presença dos Beatles, já que, naquele dia, Jimi Hendrix tocou “Sgt Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, faixa do álbum que havia sido lançado apenas alguns dias antes, segundo as informações.
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A Busca por um Ídolo Desconhecido
Apesar da experiência marcante, encontrar os discos desse novo fenômeno não foi fácil no dia seguinte. Gilmour conta que tentou procurar álbuns do artista, mas ele parecia não existir nos catálogos da época. “No outro dia eu fui procurar discos dessa figura, Jimi Hendrix, tinha James Hendricks, mas ele não existia”.
Questionado por Rick Beato sobre o uso de pedais fuzz por Hendrix naquela apresentação, Gilmour analisou a parte técnica:
“Naquela ocasião ele não estava usando o Fuzz. Quero dizer, eles deveriam ter um amplificador Marshall pronto para ele ou algo assim. E você sabe muitos dos caras, como por exemplo, Eric Clapton, Jeff Beck tinham que produzir mais ganho no amplificador de forma que poderia te dar um efeito parecido com o Fuzz, imagino que tinham um segundo Marshall saindo do primeiro Marshall na saída do autofalante do primeiro.”
A entrevista completa oferece um mergulho raro nos bastidores da história do rock. Sobretudo, revelando como até mesmo lendas como David Gilmour acabaram impactadas pela genialidade crua de Jimi Hendrix.
