Exposição “Mulheres do Além Mar II” celebra protagonismo feminino

Mostra multissensorial reúne 16 imagens valorizarando a cultura açoriana e o protagonismo feminino

Exposição multissensorial celebra a força das mulheres açorianas em Floripa
A pescadora Nair Mance – Créditos Nilva Damian

O Museu Ferroviário de Tubarão se prepara para receber uma celebração da cultura e da inclusão. A partir de 6 de dezembro, a exposição fotográfica multissensorial “Mulheres do Além Mar II”, das talentosas fotógrafas Sandra Puente e Nilva Damian, estará em cartaz, apresentando 16 imagens que imortalizam o protagonismo feminino no litoral catarinense.

A data de abertura, que coincide com a chegada do tradicional Trem de Natal, promete uma noite especial unindo o encanto natalino à valorização da identidade cultural de Santa Catarina.

Um Retrato da Força Feminina Catarinense

Exposição “Mulheres do Além Mar II” celebra protagonismo feminino
A tecelã Maria Gorete e Silva. Créditos Nilva Damian

A mostra é uma ode as rendeiras, pescadoras, benzedeiras, maricultoras, oleiras, fuxiqueiras e curandeiras, cujas vidas e saberes moldaram a história e a identidade da região.

Silvana Silva de Souza, museóloga do Museu Ferroviário, destaca a importância da iniciativa: “Receber uma exposição que trata do protagonismo feminino, sobretudo de mulheres que representam uma cultura muitas vezes invisibilizada, é oportunizar ao público conhecimento, democratização e valorização de uma identidade cultural fundamental para a compreensão de nossa história”. Conforme conta.

Exposição “Mulheres do Além Mar II” celebra protagonismo feminino
A rendeira Adir Eulalia Albino. Créditos Sandra Puente

A exposição é a segunda edição de um projeto que teve início em 2022 e que busca construir uma ponte entre passado, presente e futuro, ressaltando a força e a resistência das personagens retratadas.

Acessibilidade: Cultura para Todos

As fotográfas Sandra Puente e Nilva Damian. Divulgação.

O grande diferencial de “Mulheres do Além Mar II” está no compromisso com a acessibilidade total. Portanto, garantindo que a arte e a história sejam percebidas por pessoas com deficiência visual.

  • Imagens em Alto-Relevo (Lithophane): As 16 fotografias são complementadas por reproduções em alto-relevo, permitindo a percepção das obras por meio do tato.

  • Recursos Inclusivos: Cada obra possui placas em braile e QR Codes com audiodescrição detalhada.

  • Experiência Multissensorial: A mostra conta com objetos táteis ligados às tradições açorianas, como almofadas de rendas de bilros, redes de pesca e tecidos de tear.

Sandra Puente reforça a missão do trabalho: “Reforçamos nosso compromisso com a acessibilidade, tornando a cultura inclusiva e pertencente a todos“.

E Por fim, a curadoria da acessibilidade teve Marcilene Ghisi, da Associação Catarinense para Integração do Cego como coordenadora. Sobretudo, garantindo a qualidade e eficácia da experiência para todos os públicos.