Exposição “Em Legítima Defesa” abre dia 11 de novembro na Galeria Lama
Exposição conta com 17 obras chega para questionar a violência institucional no Brasil
A artista Dalva França de Assis inaugura, no dia 11 de novembro, às 19h, a exposição “Em Legítima Defesa” na Galeria Lama, no Centro de Florianópolis. Com curadoria de Mariurka Maturell Ruiz, a mostra reúne 17 obras que questionam a violência institucional e o apagamento de corpos negros e periféricos no Brasil de hoje. A abertura contará com uma performance de Kinn Kodkchann.
Portanto, a proposta de Dalva nasce do encontro entre denúncia e espiritualidade. Em suas pinturas, aparecem fragmentos de reportagens, expressões policiais e termos burocráticos — elementos que fazem parte do discurso que historicamente legitima a repressão. Sobretudo, ao transformar essa linguagem em arte, ela reabre o sentido da frase “em legítima defesa”, convidando o público a refletir sobre quem narra os fatos e quem é silenciado.

A curadora destaca que o objetivo da mostra é provocar deslocamentos, não oferecer respostas prontas. “Entre abordagens policiais e execuções, surgem gestos de oração, escuta e esperança. O som da farda e o silêncio do corpo coexistem, lembrando que uma sociedade que silencia suas vítimas também silencia a si mesma”. Conforme afirma Mariurka.
As obras apresentadas são séries de pinturas em óleo e acrílico, feitas em suportes diversos — da tela tradicional ao pano de chão — reforçando o diálogo entre intimidade, cotidiano e memória.
Então, confira a programação complementar
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Visita guiada e conversa com a artista: 22 de novembro, às 16h30
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Oficina “Intervenção Pedagógica”: 29 de novembro, às 14h (15 vagas)
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Finissage: 6 de dezembro, às 19h
Local e visitação
Galeria Lama – Rua João Pinto, 198 / Rua Antônio (Nico) Luz, 159 – Centro, Florianópolis/SC
Visitação gratuita – de quarta a sábado, das 18h às 00h.
Sobre a artista

Dalva França de Assis é mulher preta nascida na periferia de Mauá (SP). Sua trajetória começou no pixo e no graffiti, até alcançar a pintura em tela. É licenciada e mestra em Artes Visuais pela Udesc, foi aluna especial na ECA/USP e atualmente é doutoranda no PPGAV/UDESC. Sua pesquisa e produção reivindicam tratamento humanizado às mulheres pretas em diversas dimensões da vida social. E acima de tudo, vencedora do Prêmio Acadêmico NUDHA/CEART de Ações Afirmativas em 2924 e 2025.
Sobre a curadora
Mariurka Maturell Ruiz é professora, pesquisadora, artista e curadora. Além disso, Possui pós-doutorados em Artes Visuais e História, com pesquisas voltadas para migração, diáspora afro-caribenha. Assim como relações étnico-raciais e gênero. Por fim, é vencedora do Prêmio Acadêmico NUDHA/CEART em 2024 e 2025.