Dizzy: a lendária discoteca que marcou gerações em Florianópolis
Danceteria funcionou por por 20 anos em Florianopolis.
É difícil encontrar alguém em Florianópolis que nunca tenha ouvido falar da Dizzy, a casa noturna que se tornou um dos endereços mais badalados do Brasil entre as décadas de 1970 e 1990. De 1977 a 1997, a discoteca foi ponto de encontro da alta sociedade, mas também recebeu gente de todas as regiões do Estado e do país, que iam em busca de música, dança e noites inesquecíveis.
No auge da era da disco music, quando John Travolta e Olivia Newton-John embalavam o mundo com Saturday Night Fever (Os Embalos de Sábado à Noite), a Dizzy colocou Florianópolis no mapa das grandes danceterias nacionais, ao lado da Papagaio Disco Club (São Paulo) e da New York City Discotheque (Rio de Janeiro).
Aberta por Fernando Fontes, então com apenas 23 anos, e o sócio Alcides Caetano dos Santos, a casa logo virou referência. Seu slogan, “lugar de gente bonita”, refletia bem o espírito das noites na Beira-Mar Norte. Onde casamentos começaram, outros terminaram e histórias ainda hoje são lembradas com nostalgia.
A explosão da noite em Florianópolis

A Dizzy abrigava cerca de 500 pessoas por noite e passou por constantes reformas para surpreender os frequentadores. Foi palco de concursos icônicos – como Pantera da Ilha, A mais bela bancária e A mais bela comerciária – além de festas temáticas, noites de carnaval e programações ousadas como a “noite das balzaquianas” e a “noite da cebola”.
Antes de chegar às rádios e ganhar os palcos, estilos como house, pagode, hip-hop e música eletrônica ecoaram primeiro dentro da Dizzy. Contudo, a casa também lançou tendências e consolidou-se como espaço de liberdade, glamour e diversão.
Ícones e memórias
Por lá passaram nomes marcantes da cena local. Como por exemplo, Cacau Menezes, Beto Stodieck, Paulo Dutra, Cláudio Silva (Miro), Marco Cezar. Além de Roberto Keller, Bia Rosa, Norton Batista, Zury Machado, Celso Pamplona e Luiza Gutierrez. Entre flashes, colunas sociais e segredos que ficavam na pista, a Dizzy virou sinônimo de vida noturna em Florianópolis.
Por fim, mesmo após o fechamento, em 1997, a casa nunca deixou de existir no imaginário coletivo. Hoje, o espaço físico já não existe – no lugar funciona um estabelecimento comercial.
Fonte: ND+
