As 5 músicas dos Beatles que influenciaram o rock pesado
Muito além do pop e das baladas românticas, os Beatles também deixaram sua marca no surgimento de gêneros mais pesados do rock. Em meio às inovações musicais que marcaram a trajetória da banda. Sendo assim, algumas faixas se destacam por antecipar sonoridades que, anos depois, dariam origem ao hard rock, ao heavy metal e até ao grunge.
Com ousadia, distorções e letras intensas, os Fab Four abriram caminho para bandas como por exemplo, Black Sabbath, Led Zeppelin e Nirvana. Portanto, abaixo, listamos cinco músicas dos Beatles que, direta ou indiretamente, ajudaram a moldar o som pesado no rock. Então, vamos lá:
1. Helter Skelter (1968)
Com vocais gritados, riffs sujos e uma energia caótica, Helter Skelter, composta por Paul McCartney, é frequentemente citada como precursora do hard rock e até do metal. A faixa, que integra o Álbum Branco, surpreendeu pela agressividade sonora. Bandas como U2, Siouxsie And The Banshees e Stereophonics já fizeram versões da música, ouça:
I Want You (She’s So Heavy) (1969)
Presente no clássico Abbey Road, essa faixa se destaca pelo peso das guitarras e pela repetição quase hipnótica do riff principal. Com clima sombrio e estrutura arrastada, antecipa elementos que se tornariam comuns no doom metal, estilo popularizado anos depois pelo Black Sabbath. Alex Turner e Miles Kane fizeram uma versão da música com o projeto The Last Shadow Of Puppets. Veja:
3. Revolution (1968)
Lançada como lado B do compacto Hey Jude, Revolution chamou atenção pela guitarra distorcida e pelo vocal rasgado de John Lennon. A música carrega uma crueza que viria a influenciar tanto o garage rock quanto o punk nascente da década seguinte.
4. Yer Blues (1968)
Outra faixa do Álbum Branco, Yer Blues é um blues denso e emocional, com riffs pesados e clima introspectivo. A canção chegou a ser executada no projeto dos Rolling Stones, “Rock And Roll Circus” onde formaram a banda The Dirty Mac, com John lennon (guitarra e voz), Eric Clapton (guitarra solo), Keith Richards (baixo) e Mitch Mitchel, (bateria). A canção é sobretudo encarada como uma antecipação do grunge e do rock alternativo dos anos 90.
5. Tomorrow Never Knows (1966)
Fechando o disco Revolver, essa faixa foi um salto criativo. Com batidas eletrônicas, drones sonoros e vocais filtrados, a música abriu caminho para experimentações no rock que mais tarde acabariam exploradas por gêneros como o industrial e o stoner rock. Inclusive, uma versão da banda brasileira Violetas de Outono, lançada em 1995 é algo se valorizar, ouça:
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