Willem Dafoe está encurralado em “Dentro”, filme de tensão e isolamento

Em “Dentro”William Dafoe vai viver uma jornada solitária e claustrofóbica que desafia os limites da mente humana.

Lançado em 2023, o filme “Dentro” (Inside) finalmente chegou ao catálogo da Netflix, trazendo uma performance intensa de Willem Dafoe. Dirigido por Vasilis Katsoupis (do documentário My Friend Larry Gus) e com roteiro assinado por Ben Hopkins (Perdido em Karastan), o longa chama atenção pela proposta minimalista e atmosfera sufocante e claustrofóbica.

Apesar da atuação elogiada de Dafoe, o filme recebeu nota 5,5 no IMDb, o que pode estar relacionado à linguagem experimental e narrativa fora do convencional — elementos que dividem opiniões entre os espectadores.

Willem Dafoe está encurralado em “Dentro”, filme de tensão e isolamento
Cena de “Dentro” com William Dafoe.

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Na trama, Nemo (Dafoe) é um ladrão especializado em obras de arte. Durante um assalto a uma sofisticada cobertura inteligente em Nova York, onde pretende roubar quadros milionários, algo dá errado: o sistema de alarme acaba acionado, e todas as saídas ficam seladas. Ele fica preso no apartamento — sozinho, isolado e sem qualquer contato com o mundo exterior.

A partir daí, o longa se transforma em uma jornada de sobrevivência física e mental. Nemo tenta de tudo para escapar: tentando quebrar vidros, forçando portas, improvisando ferramentas. Com o tempo, começa a adaptar-se ao cotidiano da prisão involuntária, enfrentando falta de comida, sede e o crescente colapso psicológico.

Spoilers

Entre alucinações e cenas surreais, a narrativa leva o espectador a refletir sobre a solidão, a arte e a condição humana. E sim, spoilers à vista: Nemo permanece meses confinado no local, e em uma das cenas mais marcantes, observa pela janela os fogos do Réveillon. Em outro momento, o toque inusitado de humor aparece: toda vez que a geladeira é deixada aberta por alguns segundos, a música “Macarena” começa a tocar. No começo, ele se irrita, mas depois… entra no ritmo.

Contudo, o filme também levanta uma pergunta que fica na cabeça do público: se o alarme disparou, por que ninguém apareceu para socorrê-lo? A resposta — ou a falta dela — faz parte do jogo psicológico que o diretor propõe.

Por fim, “Dentro” é uma experiência intensa e, em certos momentos, angustiante. Se você sofre de claustrofobia, pense duas vezes antes de dar o play. Mas se gosta de filmes reflexivos, simbólicos e com atuações potentes, vale conferir essa viagem solitária e perturbadora ao interior da mente humana.