Andreas Kisser lembra infância com Roberto Carlos e paixão pelo São Paulo

Durante entrevista, Kisser revelou detalhes da infância embalada por música brasileira e futebol. 

Andreas Kisser, guitarrista da banda Sepultura, deu uma longa e reveladora entrevista ao podcast Papo com Clê, onde compartilhou detalhes de sua carreira e vida pessoal de maneira sincera e objetiva. Portanto, durante a conversa, Kisser falou sobre suas influências musicais e momentos marcantes de sua infância.

A influência de Roberto Carlos na infância de Andreas Kisser

Em um dos momentos da entrevista, Andreas Kisser contou que, quando criança, ouvia muito Roberto Carlos em casa. O guitarrista falou sobre como a música esteve sempre presente em sua vida desde pequeno:

Em casa sempre teve muita música. A gente tinha as vitrolinhas, meu pai escutava muito Tonico & Tinoco, Sérgio Reis. Minha mãe tinha uma coleção de discos muito eclética, Martinho da Vila, Clara Nunes, Bete Carvalho, Beatles, Bee Gees. Tinha aqueles discos de tema de novela, a primeira vez que eu ouvi Gênesis foi num disco deste.”

Ele também relembrou suas viagens diárias para a escola, onde, durante a viagem de ônibus, acompanhava o especial de Roberto Carlos na rádio América:

“Quando eu ia para escola, eu ia de ônibus, que era fretado só para alunos, e levava uma hora até eu chegar na escola, e era bem na hora do especial Roberto Carlos da rádio América. E cara eu ouvia Roberto Carlos todo dia. Então, eu conheço muito da carreira do Roberto Carlos.”

Primeiros passos na música e o interesse pelo violão

Kisser também falou sobre a influência musical de sua família. Afinal, sua avó e mãe tinham uma ligação com a música, e isso despertou seu interesse desde cedo:

“Minha vó tocava um pouco de violão, minha mãe tocava um pouco de acordeom, então eu comecei a me interessar assim superficialmente.” Lembra.

Futebol e a paixão pelo São Paulo FC

Antes de se dedicar à música, Andreas Kisser tinha um sonho: ser jogador de futebol. O guitarrista revelou que seu interesse pelo esporte foi grande, e ele chegou a sonhar em se tornar goleiro:

“Eu era fanático pelo futebol, eu queria ser jogador de futebol. Eu queria ser goleiro, sou São Paulino. Joguei futebol de salão, meu tio uma vez quis me levar pro Santos pra fazer testes, mas minha mãe não deixou, que dizia que futebol não era profissão, na década de 70, 80, você não tinha estes milionários, estes superstars.”

Kisser também relembrou a primeira vez que foi ao estádio do Morumbi para assistir a um jogo entre São Paulo e Santos, em 1975. Ele contou como comprou sua primeira bandeira e pediu ao avô para fazer um crucifixo dourado, inspirado no de Pelé:

“Eu fui no Morumbi a primeira vez em 75, meu pai me levou pra assistir São Paulo e Santos, São Paulo ganhou de 1 x 0. E lá eu comprei a primeira bandeira, no natal de 75 eu ganhei meu uniforme completo. Eu pedi até para o meu avô, que era ourives, que eu vi uma vez o Pelé com um crucifixo dourado na camisa, e pedi para o meu avô fazer e ele fez igual ao do Pelé.”

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Dedicação e disciplina

Em sua entrevista, Andreas Kisser também revelou o quanto se dedica a tudo o que faz, inclusive ao futebol. Então, ele destacou a importância de se entregar de corpo e alma a qualquer atividade, seja no esporte ou na música:

“Tudo que eu me propus a fazer eu gostava de me dedicar de fazer a coisa, fazer o negócio. De sentir aquilo, e não ouvir pelos outros, ah isso é legal, jogar o jogo da vida.”

Por fim, confira abaixo a entrevista completa de Andreas Kisser, no podcast Papo com Clê.