7º Festival de Cinema de Jaraguá do Sul reúne 67 filmes

Programação incluí documentários, curtas e longas, além de produções catarinenses.

A 7ª edição do Festival de Cinema de Jaraguá do Sul, que acontece entre 7 e 12 de outubro, apresenta uma seleção variada de filmes que abrangem diferentes gêneros, estilos e temas. O evento, consolidado no cenário cultural brasileiro, já é considerado o 4º melhor festival de cinema de Santa Catarina. Portanto, ao todo, 67 produções serão exibidas em 22 categorias, incluindo curtas-metragens, longas e videoclipes.

Entre os destaques da programação, o documentário “Neirud”, dirigido por Fernanda Faya, se sobressai por contar a misteriosa história da tia da cineasta, uma lutadora circense que viajou pelo Brasil em uma trupe clandestina. Com um toque íntimo e sensível, o filme explora os segredos de uma família envolta em mistérios.

Sendo assim, outro filme que promete chamar a atenção é “Alternativos”, de Adriano Espínola Filho. A produção retrata o movimento contracultural dos anos 1970, quando surgiram diversas comunidades alternativas em resposta às transformações sociais da época.

Dramas migratórios.

Os dramas também têm destaque nesta edição. “Movimentos migratórios”, de Rogério Cathalá, aborda a luta de um imigrante para se adaptar a uma nova realidade, enquanto “Solange não veio hoje”, de Hilda Lopes Pontes e Klaus Hastenreiter, explora a rotina de Alan, um homem de classe média, lidando com a ausência de sua empregada.

No campo da ficção, “Delivery”, de Virginia Cavendish, traz suspense ao contar a história de dois assassinos à espera de um novo trabalho em uma sala insalubre perto do Maracanã. Já o documentário “Acordo com Lampião? Só na Boca do Fuzil!”, de Marcelo Sampaio, apresenta a resistência dos Nazarenos contra o cangaceiro Lampião, explorando momentos históricos de Pernambuco.

Questões de diversidade e identidade também aparecem em filmes. Como por exemplo, “Por onde eu for não haverá rastros”, de Daniel Pires, e “Margem”, de Domingos Antonio e Flavio Ermírio. Ambos tratam de temas familiares e de busca por aceitação.

O júri do festival conta com grandes nomes do audiovisual, como Anidria Stadler, atriz e diretora, Maira Pereira, produtora audiovisual de Jaraguá do Sul, e Silviani Muller Barone, cineasta e diretora teatral de Curitiba. Jô Rauen, cineasta formado pela New York Film Academy, e Raphael Bittencourt, diretor-produtor e professor nos Estados Unidos, também integram o time de jurados, trazendo uma visão global para o evento.

Produções catarinenses.

Filmes catarinenses também têm espaço garantido, como “Lapso”, de Dáphine Xavier e Lídio Ramalho. Além de “Caminhos Da Serra Do Mar”, de Yara de Mello, que destacam a riqueza do talento local. O drama “Cala-te”, de Anderson Dresch Dias Corrêa, será o filme de abertura e promete cativar o público com sua narrativa envolvente.

Por fim, o festival acontecerá no Teatro SCAR, com exibições ao vivo no canal oficial do evento no YouTube. O público poderá acompanhar todos os filmes durante os seis dias do festival, com total flexibilidade de horários. Organizado pelo Instituto CAI (Centro de Artes Integradas) e pela S&H Entretenimento, o evento reafirma Jaraguá do Sul como um polo cinematográfico em ascensão.

Então, para mais informações e inscrições, visite o site oficial do festival ou entre em contato via WhatsApp: 11 99838-2468.