5 músicas do Led Zeppelin cercadas por mistério e teorias ocultistas
O Led Zeppelin sempre foi ligado a teorias ocultistas, tanto na música quanto na vida pessoal.
O Led Zeppelin sempre esteve cercado de mistério quando o assunto é ocultismo, principalmente por causa de Jimmy Page, que era fascinado por Aleister Crowley e o esoterismo. Sendo assim, algumas músicas da banda têm letras ou elementos que muitos interpretam como referências ao ocultismo. Então, aqui estão algumas delas:
Stairway to Heaven
A canção mais clássica da banda gerou várias teorias conspiratórias. Algumas pessoas afirmam que, quando tocada ao contrário, certas partes da música contêm mensagens ocultas. Aliás o próprio Jimmy Page já tirou sarro deste fato, dizendo que já era díficil compor do jeito certo, imagine ao contrário. Contudo, a letra é cheia de caminhos e divações.
Robert Plant passou grande parte dos anos 70 respondendo perguntas sobre a letra que escreveu para Stairway to Heaven. Ao ser questionado sobre o motivo do sucesso da música, ele sugeriu que poderia ser por sua “abstração” e acrescentou: “Dependendo do dia, ainda interpreto a canção de uma forma diferente – e eu mesmo escrevi a letra”.
A composição passa por reviravoltas intensas, mas seu início fala sobre uma mulher que acumula riqueza, apenas para perceber, da pior maneira, que sua vida era vazia e não a levaria ao paraíso. Essa foi a única parte que Plant realmente explicou, descrevendo-a como “uma mulher que conseguia tudo o que queria sem dar nada em troca”.
No Quarter
A música tem uma atmosfera sombria e fala de guerreiros enfrentando grandes desafios, mas há interpretações que ligam a letra a rituais e simbolismos ocultistas, principalamente pela frase, “Andando lado a lado com a morte”. O mal ridiculariza a cada passo” ou “Feche as portas, apague as luzes. Você sabe que eles não estarão em casa esta noite”.
Contudo, o Led Zeppelin quis traduzir na música uma lei do tempo em que os Britânicos colonizaram as Américas. A lei dizia que os colonos deviam fornercer água, comida e abrigo aos soldados de graças, mas quem não cumprisse acabava punido com a lei que se chamava “No Quarter”, ou seja, sem perdão.
The Battle of Evermore
Robert Plant escreveu a letra dessa envolvente música acústica inspirado em um livro sobre a história da Escócia. A canção retrata a eterna batalha entre a noite e o dia, um simbolismo poderoso que também interpretado como o confronto entre o bem e o mal.
Robert Plant sentiu que precisava de uma segunda voz para dar vida à história contada na canção, e a escolhida foi Sandy Denny, do Fairport Convention. Seus vocais representam o povo, como um pregoeiro da cidade, enquanto a voz de Plant assume o papel do narrador.
A conexão entre os dois artistas veio de um encontro em 1970, quando o Led Zeppelin e o Fairport Convention dividiram o palco. O grupo britânico era um dos mais influentes do folk rock na época, o que tornou a participação de Sandy Denny ainda mais especial.
Essa colaboração também marcou um momento histórico na carreira de Plant: foi a primeira vez que ele fez um dueto com uma mulher em um disco. Nos últmos anos tem repetido a experiência com Alison Krauss.
Dazed and Confused
Esta faixa do Led Zeppelin tem uma origem polêmica. Jimmy Page se inspirou em uma música acústica de mesmo nome, que ele ouviu ao vivo na voz do cantor folk Jake Holmes. O encontro aconteceu quando The Yardbirds, banda da qual Page fazia parte antes do Zeppelin, dividiu o palco com Holmes no Village Theatre, em Nova York.
A versão original de Holmes foi escrita sobre uma viagem de ácido, mas já trazia elementos marcantes que apareceriam na interpretação do Zeppelin: uma linha de baixo inquietante, letras carregadas de paranoia e uma sonoridade sombria e intensa. No documentário Lost Rockers, Jake Holmes relembrou esse episódio:“Tocamos no mesmo evento que o The Yardbirds e explodimos o lugar com essa música. Foi quando Jimmy Page a ouviu. Pelo que entendi, ele enviou alguém para pegar meu álbum. Ele fez um ótimo trabalho, mas, sem dúvidas, me roubou.” Holmes entrou na justiça pedindo os devidos direitos, e somente em 2012, após um acordo, a canção ficou creditada da seguinte forma: “Jimmy Page inspirado por Jake Holmes”.
Kashmir
Apesar de não ser explicitamente ocultista, a música tem um tom hipnótico e letras que falam de uma jornada espiritual, algo que pode ser associado ao misticismo. Robert Plant escreveu a letra em 1973 enquanto dirigia pelo Deserto do Saara a caminho do Festival Nacional de Folclore no Marrocos. Caxemira fica no sul da Ásia; ele não estava nem perto. Na revista Mojo , em setembro de 2010, Plant explicou. “‘Kashmir’ veio de uma viagem que Jimmy e eu fizemos pela costa atlântica marroquina, de Agadir até Sidi Ifni. Éramos exatamente iguais aos outros hippies, na verdade.” No começo, o título era “Driving To Kashmir”.
Contudo, já Jimmy Page revelou como surgiu o riff hipnótico durante um encontro com The Edge e Jack White. “Se originou comigo brincando com uma afinação que eu estava usando há um tempo. Eu chamo de D A D G A D. Soa quase como indiano, é bem similar a uma afinação de cítara, na verdade”. Conforme contou.